86% dos londrinenses contam com serviço
A gerente regional da Sanepar, Mara Lucia Kalinowski, afirma que a implantação da rede de esgoto requer um investimento muito alto e, por isso, é realizada em locais onde há real necessidade. A intenção da Sanepar é disponibilizar o serviço para 100% da população urbana de Londrina. Atualmente, o índice é de 86%. Somente depois que a totalidade urbana contar com rede de esgoto, o foco passará a ser os distritos rurais. ''A solução na Warta é de médio prazo, aproximadamente quatro anos'', estimou a gerente.
Ela destaca que a fossa é uma solução tecnicamente aceita e que deve contar com caixa de gordura para aumentar o tempo de vida útil. Mara aponta que atualmente existem em Londrina cinco pontos de tratamento de esgoto. ''A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Esperança deve entrar em operação até o final do ano. Com isso, 92% da população passará a ter rede de esgoto'', acrescentou.
Uma das regiões que possivelmente será contemplada com a ETE Esperança será a Sul. Mara orienta que os moradores dos condomínios entrem em contato com a Sanepar para solicitar um estudo para indicar se a implantação do serviço é realmente viável. ''Todos os projetos devem ser aprovados pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP)'', observou.
O IAP estabelece critérios para a concessão de licenciamento ambiental. De acordo com o órgão, os sistemas de esgotamento sanitário deve contar com rede coletora, estação elevatória, interceptor, emissário e estação de tratamento. Segundo o IAP, a unidade de transporte de esgoto pode ser de pequeno (com vazão menor ou igual a 200 litros/segundo), médio (vazão maior do que 200 l/s e menor ou igual a 1.000 l/s) ou de grande porte (vazão acima de 1.000 l/s). (P.C.B.)





