80 hidrômetros são furtados em uma semana
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sexta-feira, 17 de junho de 2011
Paula Costa Bonini <br> Reportagem Local 
Londrina - Mais de 80 peças de cavaletes, que dão sustentação ao hidrômetros - medidores de água -, foram furtadas em uma semana em várias regiões de Londrina. Somente na madrugada de ontem, a Sanepar registrou 30 casos. Na maioria das ocorrências os alvos foram estabelecimentos comerciais.
O gerente da Sanepar, Paulo Kishima, explicou que as peças são de metal e, por isso, atraem a atenção. ''Elas são roubadas e depois vendidas'', destacou. Os furtos, segundo ele, causam desperdício de água e transtorno aos usuários. Kishima garantiu, no entanto, que a situação não traz prejuízo financeiro para a população, uma vez que o hidrômetro não registra o vazamento.
Ele alertou que é necessário acionar a Sanepar pelo número 115 assim que o furto for constatado. ''Precisamos evitar a perda de água. Ao recebermos a ligação, deslocamos uma equipe o mais rápido possível para trocar as peças. Os custos ficam por conta da Sanepar'', explicou.
O chefe do setor de Furtos e Roubos da 10 Subdivisão Policial, José Márcio Ilkiu, disse que o metal furtado é utilizado como ''moeda de troca''. ''O maior problema é o receptador. Se estão roubando é porque tem alguém interessado nas peças'', disse o investigador.
De acordo com ele, furtos de metais acontecem com certa frequência, principalmente em cemitérios e em postes da rede elétrica. Ocorrências com hidrômetros são menos comuns, mas já foram registradas anteriormente na cidade. ''Há cerca de três anos registramos uma quantidade expressiva de furtos dessa natureza. Na ocasião, prendemos um grupo de empresários que estavam recebendo o material'', lembrou.
O comerciante Vicente Clóvis da Costa, dono de um estabelecimento no Parque Waldemar Hauer (Zona Leste), teve as peças do hidrômetro furtadas. ''Eles roubaram durante a madrugada. Quando chegamos para trabalhar pela manhã a água já estava vazando. Acionamos a Sanepar, que trocou as peças por plástico'', contou. Segundo ele, a mesma situação aconteceu com mais oito pessoas da mesma rua. É o caso do comerciante Domingos Custódio. ''Isso nunca tinha acontecido antes. Não estão perdoando mais nada'', lamentou.


