Londrina – A terceira vala da Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Londrina já tem mais da metade de sua capacidade ocupada e estará totalmente cheia até o fim do ano. Com isso, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) finaliza o termo de referência para abertura de licitação pública. A nova vala vai custar aos cofres municipais R$ 2 milhões e terá capacidade para 150 mil toneladas.
A vida útil cada vez menor da CTR, que entrou em funcionamento em 2010, mostra que a coleta e o gerenciamento de resíduos sólidos em Londrina estão longe do ideal. "Das 450 toneladas que vão para a CTR diariamente, 30% são de recicláveis e metade é material orgânico. Ou seja, do total, apenas 20% deveriam ir para a Central. Estamos enterrando dinheiro", frisa o presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas.
Geirinhas ressalta, porém, que já houve avanços. "Antes não tínhamos sequer uma balança e hoje é possível acompanhar todos os dias a quantidade de lixo coletada. Estamos fazendo também a gravimetria em todas as regiões da cidade, que permite saber exatamente qual a composição do lixo de Londrina", aponta. Os londrinenses já produzem mais de um quilo de lixo per capita por dia.

LIXO ZERO
O presidente da CMTU acredita que o problema será solucionado com o Programa Lixo Zero. Segundo Geirinhas, até junho o projeto final do modelo estará definido. O objetivo é lançar o edital de licitação ainda este ano e iniciar o programa em 2015. "Ainda não temos o valor do investimento necessário, mas será grande. O maior custo será para a instalação de contêineres. Só como comparação, em Caxias do Sul (RS), que é menor que Londrina, tem 6 mil contêineres em toda a cidade", explica o presidente. O Lixo Zero tem como objetivo reduzir a zero o descarte de resíduos sólidos em Londrina em um período de três anos.(L.F.C.)

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