77% das vagas do Pronatec não são preenchidas
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quinta-feira, 04 de julho de 2013
Guilherme Batista<br>Equipe Bonde 
Londrina - Apenas 550 das 2.348 vagas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) abertas em Londrina entre janeiro de 2012 e abril deste ano foram preenchidas. Portanto, pelo menos 77% dos postos "sobram" nas instituições que oferecem os cursos de qualificação. A capacitação técnica, com duração mínima de 160 horas, é voltada para interessados com mais de 16 anos. Custeados pelo Ministério da Educação (MEC), os cursos são ministrados por instituições como Senai, Senac, Senat e Senar, pela rede federal de educação profissional, científica e tecnológica e pela rede estadual de educação profissional e tecnológica. Os treinamentos são gratuitos e foram criados para atender jovens de baixa renda, filhos de famílias que dependem de programas assistenciais, como o Bolsa Família.
O aluno recebe material escolar e didático, alimentação e transporte. São mais de 500 opções em áreas como construção civil, serviços, hotelaria, comércio, bares e restaurantes, cuidador de idoso, operador de computador, eletricista, auxiliar administrativo, entre outras. Há vagas para pessoas com diversos níveis de escolaridade, desde quem tem letramento inicial até alunos com ensino médio completo.
Para a coordenadora do setor de Transferência de Renda do Município, Claudia Renata Fávaro, a baixa procura é motivada pela falta de divulgação. "Vamos pensar em estratégias e novos mecanismos para fazer com que o jovem saiba das oportunidades", destacou.
Mais de 40 mil famílias integram o Cadastro Único do Ministério do Desenvolvimento Social em Londrina. "Estamos lidando com muitas pessoas. É difícil fazer a informação chegar a este público. A grande maioria mora na periferia, em favelas. Outros estão na zona rural. Não tem como saber", acrescentou.
A coordenadora destaca ainda que os cursos vão começar a ser divulgados por meio de correspondências. "Como temos os endereços das famílias, fica mais fácil mandar a carta com a proposta. Também vamos intensificar o boca a boca nos Cras (Centros de Referência da Assistência Social)", garantiu.


