71% das mortes de bebês poderiam ter sido evitadas
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segunda-feira, 02 de março de 2009
Graffo 
Sete de cada dez mortes de bebês no Brasil poderiam ter sido evitadas por um atendimento melhor à mãe e à criança, segundo estudo realizado pelo Ministério da Saúde. Depois de analisar as declarações de óbito de 48.332 bebês registradas em 2006, o estudo do governo federal concluiu que pelo menos 15.224 (31,5%) poderiam estar vivos se tivessem sido bem atendidos nos primeiros dias de vida.
Somado a outros fatores, como cuidados à gestante, no parto, em diagnósticos e tratamento e ações de saúde, esse percentual sobe para 71%. A mortalidade de crianças até um ano está em queda no país desde a década de 1980. Mas ainda é alta se comparada a de outros países. No Brasil, para cada mil crianças nascidas vivas em 2007, 19,3 morreram antes do primeiro aniversário. Índice maior do que na Argentina (15), EUA (7) e Cuba (5).
Os dados do estudo nacional foram apresentados pelo ministro José Gomes Temporão a governadores do Nordeste e da Amazônia Legal em reunião reservada no Palácio do Planalto em janeiro. As duas regiões concentram cerca de metade da mortalidade infantil do país, com apenas 13% da população total brasileira.
Os cuidados nas primeiras horas significam dar medicamentos adequados aos prematuros, como o sulfactante, usado para expandir o pulmão, e garantir atendimento especializado aos bebês com problemas de saúde - cerca de 10%, segundo a área técnica de saúde da criança e aleitamento materno do Ministério da Saúde.


