Um fato que chamou a atenção dos pesquisadores foi que 70% dos moradores são proprietários de suas casas, 4% estão com o financiamento quitado, 13% estão com parcelas atrasadas e apenas 3% abandonaram o pagamento. ''Ao contrário do que pensávamos, as famílias moram no bairro porque são as donas das casas e não porque ocuparam o local'', explicou.
Além disso, em 72% dos terrenos existe apenas um imóvel e em 64% deles apenas uma família vive na casa. O fato de duas famílias morarem no mesmo lote foi uma das principais justificativas do projeto, aprovado dentro do PAC. No total, Maringá deve receber cerca de R$ 20 milhões para construção de cerca de 800 casas.
Os responsáveis pelo estudo acreditam que os dados levantados poderão fomentar novas discussões sobre o projeto, uma vez que ficou clara a desinformação dos moradores que participaram da pesquisa. ''Eles não sabem exatamente o que será feito no bairro e como será feito'', observou. Para Ana Lucia, a vinda dos recursos e investimentos em habitações sociais são muito importantes, já que a pesquisa mostrou que a população do bairro tem problemas de falta de escolaridade e baixa renda familiar. (G.F.)

mockup