56 policiais militares presos em 2013
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quarta-feira, 17 de julho de 2013
Danilo Marconi<br> Reportagem Local 
Londrina A Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná prendeu 56 membros da corporação até o dia 27 de junho sob as mais diversas acusações, como corrupção, tráfico de drogas e outros crimes. Treze deles foram detidos por concussão (extorsão praticada por funcionário público, seja para vantagem própria ou para outra pessoa), um deles em Londrina.
O policial em questão está lotado na 4ª Companhia Independente, com sede na zona norte de Londrina. O soldado, na corporação há seis anos, é acusado de exigir vantagem para facilitar obtenção de carteira de habilitação. Ele foi preso mês passado em cumprimento de mandado de prisão expedido pelo juízo da 5ª Vara Criminal de Londrina, após investigação realizada pelo Serviço Reservado da 4ª Companhia. A corporação não forneceu dados sobre as ocorrências de anos anteriores.
A defesa ingressou com pedido de relaxamento da prisão, que foi deferido pela Justiça. Até a conclusão dos processos administrativo e criminal, o soldado cumpre serviços internos na Companhia.
Embora possa trabalhar, ele não tem mais autorização para portar arma de fogo. "No aspecto disciplinar, tem o rito da ampla defesa e contraditório, é um preceito legal. Em determinadas situações, nem serviço interno realiza. Se for autuado em flagrante ou por mandado de prisão, responde processo preso", acrescentou o corregedor adjunto da Polícia Militar, tenente-coronel João de Paula Carneiro Filho.
O inquérito policial militar só pode ser apreciado pela Justiça Militar. O trâmite todo dura em média um ano, e pode acarretar até em exclusão dos quadros.
Casos de exclusão são comuns, só neste ano 32 policiais militares foram exonerados. "A violência policial é reprovável, mas o que mais preocupa a corregedoria é a situação de auferir vantagem indevida, independentemente de que forma for, seja no recebimento de dinheiro, bem material ou troca de favores (tráfico de influência)", afirmou Carneiro Filho.
Ele não informa quantas são, mas diz que "várias" investigações são conduzidas neste momento pela Corregedoria. "Muitas são investigações que demandam tempo, a última grande operação foi fruto de um trabalho que durou dois anos. O que podemos garantir é que crimes cometidos por policiais serão combatidos de maneira veemente", enfatizou.


