Depois de esperar por pouco mais de uma hora a chegada do governador Jaime Lerner, a secretária de Estado da Cultura, Lúcia Camargo abriu ontem, às 13 horas, o 55º Salão Paranaense, um dos principais e tradicionais eventos de artes plásticas no Estado.
As 130 obras de 34 artistas selecionadas estão expostas desta vez na recém-restaurada Casa Andrade Muricy, que permite uma melhor disposição das obras que o Museu Paranaense, onde se realizava.
De acordo com a secretária Lúcia Camargo, esta edição do salão ‘‘deve funcionar como um divisor de águas’’. É que, além de ganhar casa própria depois de 55 anos, o salão vem com um grande diferencial.
Entre as obras, premiadas ou não, se destacam, este ano, as instalações, que se misturam a pinturas e esculturas em geral muito arrojadas.
Com essas e outras mudanças, o Salão Paranaense tenta recuperar um prestígio nacional de que já desfrutou. A média de idade dos artistas participantes é de 30 anos.
Entre a comissão julgadora, desta vez, também foram convidadas pessoas de fora do Estado, como Márcio Doctors, do Rio, e Ricardo Ohtake e Kátia Canton, de São Paulo. A idéia era garantir uma renovação, que não estava existindo entre o grupo local que dominava o salão há anos.
Os artistas premiados foram Daniel Katz, do Paraná; Paulo Roberto Pugialli dos Reis, do Rio; Daniel Acosta, do Rio Grande do Sul; Luiz Carlos Brugnera, do Paraná; Vânia Mignone, de São Paulo; Marcelo Scalzo, do Paraná; e Mariana Félix, do Rio.
Também foram selecionados Alex Cabral, Ana Laet, A.C. Berlin, Melo Viana, Eduardo Costa, Eliana Mourão, Elisabeth Branco Olival, Elizabeth Titton, Eurico Rezende, Fernando Augusto, Fernando Reis Vianna, Flávia Viválqua, Flávio Marinho, Grupo Furiato, José Antônio de Lima, Odires Mlászlo, Lúcia Sandrini, Luciano Boletti, Rettamozo, Luiz Flávio Silva, Luizana Pellizzari, Mercedes Ritzmann, Nélson Rosa, Newton Goto, Soraya Wellner, Thiago Martins e Washington Silveira.

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