Curitiba- Mais da metade dos 234 médicos peritos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) do Paraná aderiram à paralisação, que se estendeu por todo o País. Eles protestaram contra a publicação pelo Governo Federal da Medida Provisória (MP) 441/2008 que trata da remuneração da categoria.
A manifestação, que deve acontecer todas as quartas-feiras até que seja solucionado o impasse, foi a forma encontrada para mostrar a indignação da categoria.
Segundo a Associação Nacional dos Médicos Peritos (Anmp), com sede em Brasília, o acordo de reestruturação da carreira dos médicos peritos foi descumprido pela MP.
Dados fornecidos pela assessoria de imprensa do INSS no Paraná informa que 55% de médicos peritos no Estado deixaram de fazer perícias durante ontem. Em Curitiba e Região Metropolitana (RM), 80% dos peritos aderiram a greve. Já em cidade do interior, como Maringá e Cascavel, 50% não realizaram as consultas. Em Londrina, 70% dos médicos pararam. Já em Ponta Grossa, não houve paralisação.
A Agência de Notícias da Previdência Social divulgou nota afirmando que os trabalhadores que não foram antendidos ontem nas Agências da Previdência Social (APS) tiveram o atendimento remarcado imediatamente. Segundo a Assessoria de imprensa do INSS no Paraná, a remarcação evitou que filas se formassem nas agências.
Para trabalhadores que têm consultas marcadas para a próxima semana, o novo agendamento pode ser feito nas próprias Agências da Previdência Social ou por ligação gratuita à Central 135. Segundo a nota, as perícias serão remarcadas para as datas mais próxima possíveis. O INSS informou ainda que a paralisação é restrita apenas a área da perícia médica. Os outros serviços da instituição continuam funcionando normalmente.
O governo informou que está disposto a fazer ajustes na MP 441. A intenção é corrigir as lacunas que motivaram a paralisação.

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