500 morrem por ano de parada cardíaca
Londrina - Em julho vai fazer dez anos que Londrina possui uma lei municipal exigindo que locais públicos e privados com grande concentração de público tenham um desfibrilador e pessoas capacitadas para usá-lo. O ex-presidente da Sociedade Paranaense de Cardiologia, Manoel Canesin, esteve na linha de frente para criação da lei municipal 8.845, de 17 de julho de 2002.
No entanto, o cardiologista alerta que Londrina e o Brasil ainda estão longe de oferecer atendimento adequado para as vítimas de paradas cardíacas. ''Hoje morrem 500 pessoas por ano de parada cardíaca em Londrina. Se salvam aproximadamente 5%, ou 25 pessoas. É um número baixo. Poderíamos estar salvando 60% a 70%'', comentou.
Para Canesin, é necessário organizar uma ''corrente de sobrevivência''. Ele explica que o primeiro passo é o diágnostico, em seguida a compressão, depois o uso do desfibrilador. Na sequência, a chegada rápida do suporte avançado (ambulância) e, em seguida, cuidados pós-ressuscitação.
Conforme ele, não adianta ter o desfibrilador se não houver pessoas capacitadas para fazer diagnóstico e compressão da forma adequada. A lei municipal prevê que os responsáveis por locais públicos ou privados de grande aglomeração ''deverão promover o treinamento de uma brigada de seus funcionários de diferentes turnos por meio de cursos com programas credenciados''.(D.B.)





