O Programa de Fertilização In Vitro já tem 50 casais cadastrados. Do total, 18 estão em tratamento, quatro já conseguiram engravidar e outros dois ainda aguardavam, ontem, os resultados dos testes de gravidez.
Entre eles, está a professora Adriane Veiga e o caminhoneiro Elias Ziolkosk. ''É uma mistura de alegria e angústia, primeiro pela espera da ovulação, agora pelo resultado do exame'', diz Adriane, que ontem ainda não sabia se a sua primeira tentativa de fertilização deu certo. Ela conta que tem endometriose e há sete anos vem tentando engravidar.
Já a dona de casa Raquel de Oliveira Santos, 34 anos, comemorava os resultados. Depois de nove anos de tratamentos diversos, ela dez a fertilização e está com nove semanas de gravidez. ''Eu tentei de tudo, cheguei a fazer três cirurgias'', conta.
Campanha da Cegonha
O Centro Paranaense de Fertilidade lançou, ontem em Curitiba a ''Campanha da Cegonha'', campanha publicitária para alertar os casais sobre a importância de se evitar gestações precoces e os problemas da gravidez tardia.
Segundo o médico Karam Abou Assad, hoje 25% das gestações no Brasil acontecem na adolescência, ou seja, entre 10 e 20 anos de idade. Em Curitiba, o percentual é de 15,8% das gestações, mas ainda assim superior aos 10%, que seria o índice ideal.
Outro alerta é para as mulheres que decidem postergar a maternidade. Apesar de, teoricamente, a mulher poder engravidar até a última menstruação, a idade ideal para a procriação é de 18 a 28 anos. Nessa faixa, o risco de ela ser infértil é de 1%. Com o avanço da idade, a mulher fica sujeita a doenças, como infecções, endometriose, cistos e miomas ovarianos, que podem comprometer a fertilidade. Com isso, aos 35 anos o risco de ser infértil pode chegar a 30%. (M.G.)

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