48% dos casos no PR são do tipo 2
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sexta-feira, 01 de fevereiro de 2019
Isabela Fleischmann <br> Reportagem Local </br> 
Febre alta e indisposição são alguns dos principais sintomas da dengue. Ocorrem em pacientes infectados tanto com o tipo 1 quanto com o tipo 2 da doença. O problema do aumento da circulação do vírus tipo 2, de acordo com a diretora de vigilância em saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes, é que "em caso de uma segunda ou terceira infecção, a pessoa tende a ter uma péssima evolução".
Segundo a veterinária do Centro de Vigilância Ambiental, da Secretaria de Estado da Saúde, Ivana Belmonte, "não é que o tipo 2 seja mais grave, o problema maior é a mudança de circulação viral". Para a médica, "as pessoas que já estão imunizadas contra o sorotipo 1, ao passarem por uma mudança de sorotipo, podem evoluir para um caso mais grave".
Belmonte explica que no Paraná, a tipificação viral demonstrou que 48% dos casos em 2019 foram de tipo 2. "Até 2017 tínhamos a maioria de tipo 1, mais de 50%. Em 2018, o sorotipo 2 subiu para 30%".
O aumento de circulação do tipo 2 leva ao crescimento de risco de epidemia nos municípios. "A única cidade do Paraná com patamar epidêmico é Uraí. É preciso haver esse acompanhamento da curva de crescimento de casos. Um aumento rápido pode levar à epidemia", alertou.
Segundo a veterinária, os veículos para aplicação de fumacê que o Estado fornecerá ao município provavelmente devem operar na próxima semana. "Se houver essa avaliação de risco real, solicitamos que o município repasse os índices de infestação para saber o número de fumacês necessários", disse. De acordo com Fernandes, dez veículos são suficientes para a região leste da cidade. Ela lembra que não é possível pedir mais do que isso, já que todo o Paraná encontra-se em estado de alerta para a dengue.


