Rio - O Atlas de Saneamento 2011, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que 2.274 municípios brasileiros sofreram inundações em área urbana nos cinco anos anteriores à pesquisa, realizada em 2008. O número representa 40,8% do total do País. Os dados mostram ainda que, em 698 deles, as enchentes ocorreram em áreas que não são usualmente inundáveis.
Entre os fatores agravantes das inundações, os mais citados foram a obstrução de bueiros e bocas de lobo, a ocupação intensa e desordenada do solo, obras inadequadas, lançamento inadequado de resíduos sólidos e o dimensionamento inadequado de projeto de drenagem.
Como consequência das inundações e dos demais problemas de saneamento, o número de internações por doenças como diarreia, leptospirose e hepatites virais foi alto, chegando a 309 para cada 100 mil habitantes em 2008.
Dados da pesquisa mostram ainda que 50,8% dos municípios destinam seu lixo para lixões a céu aberto. Além disso, em muitos não há controle público sobre resíduos especiais, como embalagens de agrotóxicos, lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias e resíduos industriais.
Ainda de acordo com o Atlas de Saneamento 2011, que traz dados de 2008, em média 183.488 toneladas de lixo são recolhidas diariamente em municípios de todo o País. Em 40,2%, a coleta domiciliar é realizada todos os dias, e em 36,08%, três vezes por semana. Por outro lado, 6,4% das cidades não realizam coleta domiciliar.
Já a coleta seletiva é realizada em apenas 17,9% das cidades, principalmente no Sul e no Sudeste -em apenas 38% deles, porém, o recolhimento de materiais para reciclagem é feito em todo o território do município. No restante, fica restrito a alguns bairros ou zonas. Mesmo assim, o número representa um avanço em relação a 2000, quando apenas 8,2% dos municípios realizavam a coleta seletiva.

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