Londrina - O promotor de Defesa da Saúde Pública, Paulo Tavares, ressaltou a necessidade de aumento no quadro de recursos humanos para a melhoria de atendimento no Hospital Universitário (HU) de Londrina. ''O governo estadual tem que ser provocado a acelerar o processo de contratação de 70 agentes para poder liberar leitos nos pronto-socorros'', cobrou.
Ele ressaltou também a necessidade de ampliação do centro cirúrgico e de outras alas do HU, reforçou a necessidade de maior investimento em recursos humanos e declarou que aguarda a conclusão da ampliação da Santa Casa de Londrina, que pode solucionar o problema de falta de vagas na cidade. ''Enquanto elas não acontecerem, temos que intervir para que haja uma melhora no atendimento. Será que esses encaminhamentos não poderiam ser melhores estudados? O conceito de vaga zero está banalizado.''
Ele solicitou ainda um levantamento com a relação das Unidades Básicas de Saúde, que estariam sem médicos. Segundo Tavares, a direção do hospital teria apontado o problema. A consequência é que pacientes vão diretamente ao HU em busca de atendimento, e isso seria um dos fatores que contribuem para a superlotação do hospital.
A superintendente do HU, Margarida Carvalho, aponta que 40% dos atendimentos realizados hoje pela instituição poderiam ser feitos nas UBS, no Pronto Atendimento Municipal ou em outras unidades de atendimento primário.
Tavares revelou que na reunião realizada pelo Comitê Municipal de Urgência e Emergência, que discute os problemas enfrentados pelo setor, foi diagnosticado que o município ainda faz uma divulgação tímida sobre como funciona o sistema de atendimento da população. ''É ele quem deveria ser o responsável por esclarecer a população, mas esse é um problema que não é só de Londrina, mas de todo o País, pois o SUS (Sistema Único de Saúde) apresenta problemas de financiamento'', afirmou.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Administração, existe uma recomendação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) para que não se abra novos concursos para agentes antes que se reformule a carreira da classe. Como se trata de um serviço essencial, a PGE decidiu autorizar outro concurso para 57 vagas temporárias para suprir a demanda. Até o fechamento da edição, o secretário municipal de Saúde, Edson Souza, não atendeu a reportagem.

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