Curitiba, 12 (AE) - O blecaute na noite de ontem (11) atingiu apenas 38% da área atendida pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). Na maioria dos municípios paranaenses houve apenas uma pequena oscilação de energia, com duração média de dois a três minutos. De acordo com a direção de Operações da Copel, em média o religamento da energia demorou 15 minutos.
"Fomos uma ilha de luz em meio à escuridão", disse o diretor de Operações da Copel, Lindolfo Zimmer. "Sofremos um impacto no instante do problema, mas em menos de meia hora a situação no Estado estava absolutamente normalizada." O diretor disse que a Copel ajudou no restabelecimento de energia em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde os centros de supervisão e controle estavam no escuro. "Isso aconteceu porque o Estado é superavitário em termos de abastecimento", disse.
Segundo Zimmer, a Copel colocou em operação, em outubro, um dos mais modernos sistemas de monitoramento. "Essa tecnologia permitiu que os técnicos e engenheiros tivessem total controle da situação", afirmou. Tão logo foi detectado o problema, a Copel isolou o sistema elétrico paranaense, suprindo o Estado com a produção das usinas instaladas ao longo do Rio Iguaçu, principalmente Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias.
O sistema elétrico do sudoeste e do oeste do Estado não teve nenhuma alteração. As regiões próximas a Londrina e Ponta Grossa foram as que mais tiveram problemas, pois a interrupção no fornecimento de energia foi total. O blecaute atingiu cerca de 70% da região de Curitiba, mas os problemas foram solucionados em 15 minutos. O Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e o Batalhão de Policiamento do Trânsito da capital não registraram nenhuma ocorrência mais grave.

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