por Gecy Belmonte
Brasília, 16 (AE) - Na nova rodada da pesquisa CNI-Ibope que está sendo divulgada hoje pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Carlos Eduardo Moreira Ferreira (PFL-SP), os entrevistados foram indagados sobre seis temas específicos em relação à próxima década. Entre eles, o destaque foi para a violência: 68% dos entrevistados disseram acreditar que ela será maior na próxima década.
Com relação ao crescimento econômico, 38% acreditam que o Brasil terá maior crescimento, 35% que haverá maior desenvolvimento na área social e 34%, maior controle da inflação. Já 20% têm expectativa de crescimento econômico menor; 17%, de desenvolvimento na área social menor; 22%, de menor controle da inflação e 16%, de menor violência. Já 31% dos entrevistados, acreditam que o crescimento econômico na próxima década será igual ao da atual; 36%, que o desenvolvimento na área social será igual, 33% que nada mudará no controle da inflação e 11% manifestam também este sentimento em relação à violência.
Com relação à democracia, 27% dos entrevistados manifestaram expectativa de que ela será maior, enquanto 40% acham que ela permanecerá igual e 17% disseram esperar que seja menor. Sobre a presença dos Estado na economia, 38% dos entrevistados acreditam que ela será igual, 23% acham que será maior e 18%, menor na próxima década.
Respeito internacional - A pesquisa CNI-Ibope mostrou também, quanto ao respeito internacional em relação ao País nas próximas décadas, que 33% acham que ele permanecerá igual; 33%, que haverá menos respeito e 24%, que o País será mais respeitado.
Foi solicitado também aos entrevistados que fizessem uma comparação entre a situação do Brasil e a de outros países. De forma geral, os entrevistados acharam que o Brasil está melhor que os demais países da América citados na pesquisa, com exceção da Argentina. As opiniões dos entrevistados se dividem, quando se trata de México e Chile.
Entre eles, 43% acreditam que a situação do Brasil está pior que a de Portugal e da Espanha; 27% acreditam que a Argentina está em situação melhor que a do Brasil e 21%, que está pior. Quanto ao Chile, 20% acham que ele está melhor que o Brasil, mas iguais 20% acham que está pior. Quanto ao México, 21% acham que ele está melhor que o Brasil e igual porcentual, que está pior que o Brasil. Em relação à Colômbia, 30% acham que ela está pior que o Brasil e 14%, melhor.
Eleições - Com relação a eleições e parlamentarismo, temas também abordados na pesquisa CNI-Ibope, 56% das 2.000 pessoas entrevistadas em novembro deste ano afirmaram ter pouco ou nenhum interesse pelas eleições municipais do próximo ano para prefeito e vereador, enquanto 39% disseram não ter opinião sobre se parlamentarismo ou presidencialismo é o melhor sistema de governo para o País e 10% não souberam ou não souberam opinar, enquanto 35% manifestaram sua preferência pelo presidencialismo e 16%, pelo parlamentarismo.
Com relação aos partidos que apóiam Fernando Henrique, 34% dos entrevistados acham que o PSDB apóia; 33%, o PFL; 33%, o PMDB e 35% não sabem ou não opinaram.
Já como partidos que mais atrapalham o governo, os entrevistados citaram o PT (20%) e o PMDB (11%), enquanto 10% disseram que nenhum e os demais não souberam opinar (46%). Os entrevistados acham que os partidos que mais ajudam o governo são o PSDB e PFL, cada um com 37% de opiniões; o PMDB (25%), o PTB e o PPB (5% cada), enquanto 37% não souberam ou não quiseram responder.
Mandato - Na pesquisa, a expectativa manifestada pelos entrevistados sobre como será o desempenho do governo Fernando Henrique Cardoso nos três anos que faltam até o fim do mandato permaneceu praticamente inalterada em relação aos dados apurados por igual pesquisa em setembro deste ano: 22% (igual número de setembro) acreditam que poderá ser muito melhor/melhorar um pouco; 36% (igual a setembro), continuar como está e 37% (36% em setembro) acreditam que vai piorar muito/piorar um pouco.
O desemprego continua sendo apontado como maior problema que o País enfrenta, com 76 (83% em setembro). Em segundo lugar vem a saúde, com 41% (50% em setembro), e o salário dos trabalhadores é o terceiro, com 33% (35% em setembro). Enquanto esses índices diminuíam, subiram as preocupações com as drogas (40% ante 31% em setembro) e a segurança pública (28% ante 22% em setembro), e também a preocupação com a inflação aumentou um pouco, de 9% em setembro para 11% em novembro. O presidente da CNI, Moreira Ferreira, acha a preocupação com as drogas e a segurança se deve à atuação da CPI do Narcotráfico.

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