Londrina - De 1º de janeiro até ontem, o Paraná registrou 36 casos de Gripe A (H1N1), distribuídos em 16 municípios. Do total de pessoas infectadas, uma morreu em março. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, a maioria dos casos foi detectada nas últimas semanas. Em Ponta Grossa (Campos Gerais), por exemplo, houve uma confirmação na sexta-feira e há suspeita de um segundo, que deve ter os resultados liberados nesta semana.
De acordo com o secretário municipal daquele município, Edson Alves, este é o primeiro caso registrado desde dezembro de 2010. ''O paciente é um jovem de 18 anos, que não foi vacinado contra a gripe nos últimos dois meses'', contou. Ele teve os primeiros sintomas no dia 25 de maio, foi internado no dia 27 e recebeu alta no dia seguinte. ''Ele foi medicado, continua o tratamento em casa e passa bem'', afirmou. ''Temos um sinal de que o vírus está por aqui porque o paciente disse que não viajou recentemente'', reiterou. O segundo foi internado no sábado e também já recebeu alta.
Conforme balanço divulgado ontem pela Sesa, Curitiba é o município com maior incidência de casos: foram 13 nos primeiros meses deste ano. Os demais foram registrados em Matinhos (4), Maringá (4), Paranaguá (2), Campo Largo (2), Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Guarapuava, Pato Branco, Francisco Beltrão, Astorga (onde houve um óbito) e Tibagi - com um caso, cada. A maioria das ocorrências é autóctone.
''A H1N1 já está instalada no Estado e no País e esse número não surpreende'', afirmou Sezifredo Paz, acrescentando que não há razão para acreditar em uma nova epidemia. ''Nesta época do ano há uma incidência maior de todas as doenças respiratórias devido às temperaturas mais baixas e também porque muitas pessoas têm queda de resistência'', justificou. Ele reiterou, ainda, que o Paraná dispõe de uma quantidade suficiente de oseltamivir - medicamento utilizado em pacientes com Gripe A - para tratar todos que precisarem.

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