A Sanepar programou para 2014 mais 35 obras no sistema de esgotamento sanitário de Curitiba. A execução das obras vai ampliar a cobertura dos serviços de esgoto na capital, que hoje chega a 91,54% do município. O índice supera a meta prevista no contrato entre a prefeitura e a companhia, que era elevar o nível de atendimento de coleta e tratamento de esgoto para 90% até dezembro de 2020.

Hoje, Curitiba é a capital melhor atendida com serviços de saneamento e detém um dos melhores índices de cobertura do país. A cidade ocupa a 10ª posição entre as cem melhores do País, de acordo com o Instituto Trata Brasil, que elabora o ranking nacional dados do Ministério das Cidades. A expectativa é que se mantenha entre as melhores em razão de obras programadas até 2016, que somam cerca de R$ 315 milhões.

Entre 2011 e 2013, a Sanepar investiu cerca de R$ 45 milhões no sistema de esgotamento de Curitiba para a execução de 69 obras. Estão em andamento outras 29 obras, que começaram em 2012 e devem acabar em maio de 2016, com recursos que ultrapassam os R$ 80 milhões.

Foram estes investimentos em esgotamento sanitário que garantiram à cidade chegar aos atuais 91,54% de cobertura dos serviços. Para acompanhar o crescimento populacional, a Sanepar fez um estudo das tendências para estabelecer os novos investimentos. "Nos bairros mais distantes, o principal critério para a definição das obras é a densidade populacional. Priorizamos os locais com um número maior de pessoas", explica o engenheiro da Sanepar, Ernani Ramme.

O engenheiro esclarece ainda que o mais importante é dar um destino correto ao esgoto e isso não significa atingir 100% de atendimento. "Em países de primeiro mundo, por exemplo, no Japão, o índice de atendimento é próximo de 80%. O restante dos imóveis tem o tratamento dos resíduos independente até que o sistema público passe a servir a região", diz Ramme.

VISTORIAS – Onde é possível fazer a ligação, o índice de irregularidades ainda é alto na cidade, chegando a 13% nos locais onde a rede coletora de esgoto é viável. A Sanepar identifica esses imóveis através de um programa de vistorias técnicas. Mais de um milhão de vistorias já foram realizadas desde que o programa foi implantado, no início da década de 90. A média de retorno da equipe é de duas vezes e meia por imóvel. "Fazemos as vistorias e entramos em contato com os proprietários, que têm prazo para regularizar a situação. Caso isso não aconteça, a irregularidade é encaminhada à Prefeitura Municipal, que tem o poder de autuar o proprietário", explica o engenheiro Ernani Ramme.

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