346 são presos na Operação Liberdade
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) divulgou ontem que, em mais uma etapa da Operação Liberdade, desencadeada no interior do Estado, prendeu 346 pessoas suspeitas de envolvimento em diversos tipos de crimes. As prisões ocorreram ao longo desta semana. Dos mais de 300 mandados de prisão cumpridos pela Polícia Civil, dez ocorreram nos municípios atendidos pela 10 Subdivisão Policial (SDP), com sede em Londrina.
A maior parte das prisões ocorreu na área da 9 SDP, de Maringá (Noroeste), onde 45 pessoas foram detidas. As ações foram desencadeadas depois de três meses de investigações e envolveram 626 policiais.
No geral foram cumpridos 379 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, e houve apreensão de 298 quilos de drogas e 46 armas nos municípios atendidos pelas 20 subdivisões policiais. Apenas Curitiba e as cidades da Região Metropolitana ficaram de fora da ação desta semana. De todas as prisões, 60% são devidas a ligações com o tráfico de drogas e homicídios.
O balanço da operação foi divulgado pelo secretário da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César, na 13 Subdivisão da Polícia Civil, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, ontem pela manhã. Também ocorreram 25 prisões na 17 SDP, com sede em Apucarana; nove prisões na 11 SDP, em Cornélio Procópio; 17 prisões na 12 SDP, em Jacarezinho; e 22 prisões na 18. SDP, com sede em Telêmaco Borba.
Segundo a Polícia Civil, a variação na quantidade de presos em determinada subdivisão apenas se refere ao efetivo que participa das ações de combate à criminalidade. A Operação Liberdade foi lançada em abril de 2011, e visa combater o tráfico de drogas e de armas. Na ação já foram presas mais de 700 pessoas. Em março, por exemplo, outros 23 criminosos acabaram atrás das grades em outra etapa da operação, desencadeada em Londrina.
De acordo com a polícia, daqui a 30 ou 60 dias, outra etapa da operação deve ser novamente realizada após um novo período de investigação e preparação.
Segundo o delegado da Divisão Policial do Interior (DPI), Julio Cezar Reis, há 90 dias eles estavam investigando os locais onde os criminosos atuavam. ''Fizemos um levantamento para atuar da maneira mais efetiva. A operação foi positiva como todas as outras anteriores e visa reduzir o tráfico de drogas que, consequentemente, influencia nas altas taxas de homicídios. É uma investigação constante e que seguirá em todo o Estado. A troca de informações entre as subdivisões é fundamental nestes casos'', informou.
A ação que terminou ontem também combateu o micro-tráfico, ou seja, os intermediários dentro do comércio droga, e que vem crescendo nas pequenas cidades. ''A grande maioria dos crimes ocorre em disputas entre traficantes e violência contra usuários de drogas, então focamos os trabalhos nisso. Tirando de circulação estas pessoas que atuam no comércio, a tendência é de redução nos índices de criminalidade'', afirmou o delegado.
O trabalho foi coordenado pela DPI da Polícia Civil, com a participação dos núcleos da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), Polícia Militar, Grupamento Aeropolicial-Resgate Aéreo (Graer), Polícia Federal, Ministério Público e do Poder Judiciário.


