32 pessoas são presas no PR
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de agosto de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A Operação Dilúvio da Polícia Federal (PF) prendeu, no Paraná, 32 pessoas. Entre os presos, está o auditor da Receita Federal e candidato a deputado estadual pelo PSB, Giancarlo Schetini de Almeida Torres, 47 anos. Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em Curitiba, Paranaguá, no Litoral do Estado, Londrina e Maringá, onde funcionariam as tradings que, supostamente, arquitetavam as operações fraudulentas de subfaturamento das importações.
A Superintendência da PF no Paraná divulgou a lista das pessoas presas no Estado, mas não revelou qual seria a participação delas no esquema.
Os policiais, acompanhados de servidores da Receita Federal, também cumpriram 15 mandados de busca e apreensão em residências e sede de empresas, onde foram apreendidos documentos e computadores que serão analisados para comprovação de prática de crimes como sonegação fiscal, evasão de divisas, fraude de documentos, entre outros.
Em uma residência de Curitiba, a PF apreendeu cerca de US$ 450 mil, além de reais e euros. Também foram encontrados no local jóias e obras de arte. Em outros estabelecimentos foram apreendidos carros importados, entre eles um Porsche. Os veículos serão levados para o depósito da Receita Federal em Curitiba.
As investigações que resultaram na Operação Dilúvio tiveram origem em outra operação deflagrada em Paranaguá, a ''Carga Pesada'', em abril de 2005. Na ocasião, um auditor da Receita Federal e dois despachantes aduaneiros foram presos, por suspeita de fraudar documentos para obter benefícios indevidos de isenção de tributos para importação. O grupo teria simulado uma operação de exportação no valor aproximado de US$ 1,5 milhão usando documentação falsa para burlar o regime de 'drawback' que prevê a devolução de impostos alfandegários pagos por mercadorias importadas e que são reexportadas para um terceiro país.
O presidente estadual do PSB, Severino Araújo, disse que o partido só irá se manifestar sobre a prisão de um de seus filiados, depois de conhecer o teor das acusações e de ouvir sua defesa. Segundo ele, quando Torres fez o registro de sua candidatura não havia nenhum impedimento para que ele concorresse a uma vaga na Assembléia Legislativa.


