Paris, 29 (AE) - Quase 300 milhões de eleitores estão convocados para eleger 626 deputados do Parlamento Europeu, que tem sede em Estrasburgo, mas se reúne também em Bruxelas, sede da Comissão Européia. Esse será o quinto pleito desde que os deputados europeus passaram a ser eleitos por voto direto. Anteriormente, seus membros eram nomeados pelos Parlamentos nacionais. Na maior parte dos países a eleição está marcada para o dia 13. Dinamarca, Grã-Bretanha e Holanda votam no dia 10 e Irlanda, no dia 11. A apuração só pode começar no conjunto dos países, às 22 horas do domingo, 13.
A Alemanha - depois da reunificação, o país mais populoso da UE , com 82 milhões do total de 297 milhões de europeus - dispõe da maior bancada, 99 das 626 cadeiras. Ela é seguida da França, Grã-Bretanha e Itália, com 87 cadeiras cada, e Espanha, com 64. O pequeno Luxemburgo, de apenas 439 mil habitantes, deve ocupar apenas 6 cadeiras. O Parlamento de Estrasburgo recomenda que o mandato de deputado europeu seja incompatível com o de deputado nacional, mas esse é um processo que ainda não se completou, o que deve ocorrer a partir das eleições de 2004.
O Tratado de Amsterdã fixou o tipo de escrutínio, a representação proporcional. Todos os cidadãos europeus são eleitores e elegíveis no país onde residem, o que explica a candidatura do alemão Daniel Cohn-Bendit, cabeça de lista dos verdes, na França. Atualmente, os deputados do Parlamento Europeu estão divididos em nove grupos parlamentares. O PSE, socialistas europeus, ocupam 214 cadeiras; democratas-cristãos e conservadores do PPE, Partido Popular Europeu, 201 cadeiras; os liberais, 42 cadeiras; as direitas nacionais da UPE, União Para a Europa, 34 cadeiras; Esquerda Unitária Européia (incluindo o PCF), 34 cadeiras; os verdes, 27 cadeiras; os radicais do ARE, 21 deputados; as direitas antieuropéias, 16 cadeiras e os não-inscritos (incluindo a Frente Nacional, de extrema direita), 37 cadeiras. (R.J.)

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