Porto Alegre, 2 (AE) - Aumentou para 300 o número de famílias sem-terra que ocupam uma área de 100 hectares pertencente ao Ministério da Agricultura no município de Encruzilhada do Sul, a 176 quilômetros da capital. A invasão começou no início da manhã de ontem (1) com a chegada de cerca de 50 famílias e deverá reunir outras 200 até o final desta semana, informou o integrante da coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no Estado, Mário Lill.
O dirigente disse que a ocupação pretende pressionar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a acelerar os assentamentos no Rio Grande do Sul. "O Incra está só na promessa", comentou. Segundo ele, em 1999 foram assentadas apenas 442 famílias no Estado, quando a meta era chegar a 2,5 mil. Cerca de 3 mil famílias sem-terra estão distribuídas hoje em acampamentos coordenados pelo MST gaúcho. "Não queremos terra só para as famílias que ocuparam a área em Encruzilhada", afirmou Lill.
De acordo com ele, a prioridade agora é consolidar o novo acampamento e depois retomar as negociações com o Incra sobre os planos de assentamentos para todo o Estado. A secretaria do Fórum de Encruzilhada do Sul informou hoje que a Advocacia Geral da União ainda não ingressou com pedido de reintegração de posse da área invadida.

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