Londrina - A Secretaria de Estado da Educação (Seed) divulgou, na tarde de ontem, uma lista com nomes de colégios que já estavam em funcionamento antes do anúncio da decisão judicial. Do total de 29 escolas, 19 são indígenas. Entre as demais listadas pelo governo estão escolas rurais e o Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA) Novos Horizontes, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado. As aulas são ministradas na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão e os professores decidiram manter as atividades para evitar alterações no calendário do ano letivo.
No Colégio Estadual Pedro Ernesto Garlet, em Cascavel, no Oeste do Paraná, as aulas foram retomadas nesta semana. O diretor Domingos Cappellesso explicou que a maioria dos professores resolveu dar um voto de confiança ao governador Beto Richa (PSDB) apesar do descontentamento com a falta de repasse do 1/3 de férias. "O governador pediu um prazo para colocar os pagamentos em ordem e atender os pedidos feitos pela APP. Os professores e funcionários decidiram voltar, mas se o governo não cumprir o que prometeu até abril, nós vamos parar novamente", garantiu.
O colégio funciona na Área Rural de Cascavel de maneira compartilhada com a prefeitura, que mantém no mesmo local uma escola municipal. A divisão das despesas de água, alimentação e transporte pesou na hora da decisão. "O prédio é do município. O Estado aluga o imóvel, mas os calendários (da escola estadual e da municipal) estão vinculados. Quando eles (colégio municipal) pararem as atividades, nós vamos parar também", destacou. O colégio atende 167 alunos.
O Centro Estadual de Educação Profissional Mohamad Ali Hamzé, na Área Rural de Cambará, no Norte Pioneiro do Paraná, conseguiu retomar as aulas apenas de segunda a quarta-feira. Um dos funcionários informou que os horários das disciplinas foram reorganizados entre os professores que decidiram manter os trabalhos. No entanto, o número de docentes não foi suficiente para atender a demanda dos mais de 300 alunos. O Colégio da Polícia Militar, em Curitiba, manteve as atividades durante todo o período da greve iniciada no dia 9 de fevereiro.
Em Irati, na Região Centro-Sul do Paraná, o Colégio Estadual Duque de Caxias manteve os atendimentos administrativos de forma parcial, mas as aulas não foram retomadas.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato), Hermes Silva Leão, havia comentado antes do anúncio da decisão judicial que a orientação geral era para que os profissionais dessem continuidade à greve. "Isso é uma luta dos profissionais de todo o Paraná. Pedimos para que as equipes regionais dos comandos de greve conversem com os professores, os funcionários e os pais de alunos para que todos possam entender os motivos e a luta pelas melhorias na qualidade do ensino", destacou.
A lista de colégios que haviam retomado as atividades incluem ainda instituições das cidades de Assis Chateaubriand, Fernandes Pinheiro, Reserva, Tapira, São Jerônimo da Serra, Santa Amélia, São Miguel do Iguaçu, Turvo, Abatiá, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjeiras do Sul, Nova Laranjeiras, Clevelândia, Palmas, Mangueirinha e Ortigueira.

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