28 são detidos após manifestação em Curitiba
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sábado, 22 de junho de 2013
Rodrigo Batista<BR>Equipe Bonde 
A Polícia Militar prendeu entre a noite de sexta-feira (21) e a madrugada de ontem 28 pessoas envolvidas em atos de vandalismo em Curitiba na noite de maior tensão na capital desde o início das manifestações na cidade. A prefeitura de Curitiba foi um dos principais alvos dos vândalos.
O protesto seguia de forma tranquila e reuniu pelo menos 15 mil pessoas, a maior aglutinação na cidade desde o início dos protestos por melhorias no transporte público. Quando a manifestação terminava, um grupo de 200 pessoas iniciou o vandalismo próximo ao palácio do governo do Estado e a polícia teve que agir. Um grupo também entrou em confronto em frente à Arena da Baixada. Três policiais ficaram feridos, atingidos principalmente por coquetéis molotov. Com ataques à prefeitura, estações tubo, pontos de ônibus e de táxis, o poder público do município contabiliza R$ 1,5 milhão em prejuízos.
O governador Beto Richa, que estava em Foz do Iguaçu, retornou à capital, onde fez uma reunião com o secretário de Segurança, Cid Vasques, com o comandante da PM, coronel Roberson Bondaruk, e o delegado chefe da Polícia Civil, Marcus Michelotto.
Richa voltou a apoiar a manifestação, condenou o vandalismo e elogiou a atuação da polícia. "Não vamos permitir que bandidos infiltrados possam promover a bandalheira. Quero cumprimentar nossos policiais, que agiram com extrema competência."
Prisões
Entre os detidos, cinco foram encaminhados à delegacia por dano qualificado e formação de quadrilha, três por danos ao patrimônio, três por dano ao patrimônio público, dano ao patrimônio qualificado e formação de quadrilha. Segundo Vasques, os presos se apresentaram principalmente como estudantes, além de um que se diz engenheiro civil. "A maioria desses vândalos que atuaram está identificada e eles estão sendo indiciados", disse.
De acordo com o delegado-chefe da Polícia Civil, os detidos por formação de quadrilha serão levados para presídios, onde vão aguardar decisão judicial sobre os crimes. Os próximos passos das investigações serão monitorar as redes sociais e identificar possíveis atos de incitação à violência. "As redes sociais estão sendo checadas para vermos até que ponto as lideranças das manifestações possam estar contribuindo para o vandalismo", adiantou.
Novas medidas para conter ataques de vândalos nas futuras manifestações serão estudadas. Um link no site da Polícia Civil deve estar disponível nos próximos dias para que a população colabore com vídeos de protestos que identifiquem vândalos.
Sobre o efetivo policial, o coronel Bondaruk afirmou que um grande número de policiais descaracterizados atua entre a multidão para monitorar os atos de vandalismo. Ele disse que, caso necessário, o efetivo pode ser reforçado. "Temos um efetivo de reserva para cobrir todas as áreas em que possam ocorrer confrontos não só em Curitiba como em todas as cidades do interior."


