27 são presos por violência contra mulher e outros crimes
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Paulo Monteiro<br>Equipe NossoDia /Colaborou Celso Felizardo<b>Reportagem Local 
Paulo Monteiro
Equipe NossoDia
Londrina - Vinte e sete pessoas foram detidas em uma megaoperação deflagrada pela Polícia Civil na manhã de ontem, em Londrina. A mesma ação, batizada de PC-27 (referente aos Estados da Federação), foi realizada em outras cidades do País. No município, 60 policiais foram mobilizados na operação que terminou com 14 presos (13 por mandados e um em flagrante) e 13 adolescentes apreendidos (incluindo uma garota). Ao todo, foram sete detidos por tráfico, sete por roubo, dois por porte ou posse ilegal de arma de fogo, um por ameaça e um por lesão corporal, além de oito enquadrados na Lei Maria da Penha (lesões corporais, ameaças, desobediência e tentativa de homicídio). Duas armas foram tiradas de circulação.
O delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial, Márcio Amaro, coordenou os trabalhos que visavam principalmente a prisão de envolvidos em crimes de homicídio, tráfico de drogas, roubo e aqueles enquadrados na Lei Maria da Penha (agressões contra mulheres no âmbito doméstico ou familiar). A operação começou ainda de madrugada e foi acompanhada pela reportagem. "Foi uma ação importante que trouxe resultado expressivo, principalmente no combate ao tráfico e às agressões contra mulheres", destacou o delegado.
Um dos principais alvos da operação era um homem (a identidade não foi divulgada) que teria cometido um sequestro relâmpago seguido de estupro no dia 29 de outubro, na zona leste de Londrina. Segundo a Polícia, ele roubou um carro e obrigou duas mulheres que estavam no veículo a circular com ele pelas ruas da cidade. Conforme a delegada da Mulher, Elaine Aparecida Ribeiro, o suspeito usou os cartões bancários das vítimas para fazer saques em caixas eletrônicos. Na sequência, ainda obrigou as vítimas a irem até as proximidades da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), onde abusou sexualmente delas. O rapaz ainda teria se encontrado com mais dois comparsas e continuado a cometer crimes pela cidade.
Com as ordens judiciais em mãos, os policiais foram até o endereço do suspeito de roubo e estupro na zona leste, mas não o localizaram. Segundo a família, o rapaz estaria internado em uma clínica para dependentes de drogas. Apenas um comparsa dele, Alessandro Sanches de Carvalho, de 34 anos, que não teria participado da violência sexual, foi preso por roubo.
Entre os vários mandados de prisão e apreensão cumpridos, alguns chamaram a atenção. Entre os detidos estava Douglas Roberto dos Santos, de 34 anos, enquadrado na Lei Maria da Penha. Conhecido como Douglão, ele é ex-jogador de futebol formado na base do Londrina. O ex-zagueiro atuou no Tubarão em meados da década de 1990 e também jogou na China e em clubes como Atlético-PR, Palmeiras, Joinville (SC). Cabisbaixo após ser preso, Santos disse que pouco sobrou do que conquistou com o futebol. Sem dinheiro e longe dos gramados, o ex-jogador estava trabalhando como porteiro.
Outro caso curioso foi a apreensão de um garoto de 13 anos, aparentando ter menos idade, em uma casa na zona sul. Ele foi apreendido por envolvimento com o tráfico de drogas. A equipe policial encontrou o adolescente dormindo e ainda com uma chupeta na boca.
Teve procurado que foi preso no próprio local trabalho, como o soldador Alex Alexandre Lima, de 38 anos, também com mandado de prisão pela Lei Maria da Penha. Ele foi detido numa empresa na zona norte.
Os policiais civis também se depararam com mandados judiciais desatualizados. Com isso, mesmo após localizarem endereços, estourar portões, superar muros e cercas, não chegaram até os suspeitos.


