Dos 26 países (incluindo o Brasil) que investem em pesquisas com células-tronco embrionárias, apenas a Itália proíbe completamente o uso de embriões. Os números são de um levantamento da ONG Anis (Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero).
Em todos os países pesquisados, a pesquisa foi autorizada que as leis sejam diferentes e contenham algumas restrições, como é o caso da Alemanha. Por lá, só são permitidas pesquisas com células-tronco embrionárias de linhagens importadas.
No Brasil, são permitidos apenas os estudos com embriões congelados há mais de três anos e que tenham autorização.
A Lei de Biossegurança, aprovada em 2005, tenta regulamentar a produção e comercialização de organismos geneticamente modificados e a pesquisa com células-tronco, duas polêmicas atuais.
A indefinição legal sobre o uso de células-tronco retiradas de embriões destruídos está provocando uma lentidão nas pesquisas no país, já que são indispensáveis para os estudos que buscam a cura para diversos problemas de saúde. Essas células são neutras, ou seja, ainda não possuem características que as diferenciem como uma célula da pele ou do músculo, por exemplo, e podem ser usadas para gerar um outro órgão.
Cientistas acreditam que em alguns anos poderão produzir, em laboratório, células suficientes para pacientes que precisam de transplantes para tratar doenças graves no fígado, coração e pulmões. Além disso, há a possibilidade de tratamentos de diabetes, lesões neurológicas e na medula espinhal.
Ontem, o Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis) entregou aos ministros do Supremo documento com a legislação dos países que realizam pesquisas com células-tronco embrionárias.

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