Londrina - Diariamente a Sanepar registra em média 20 vazamentos em ramais - tubos de aproximadamente dois centímetros de diâmetro que ligam a rede até as casas. Também são registrados cerca de cinco vazamentos na rede, que é formada por tubos de 4 a 30 centímetros de diâmetro. Adutoras, que ligam Estação de Tratamento de Água (ETA), até os reservatórios, chegam a ter um metro de diâmetro e quando vazam podem provocar grandes estragos. O funcionamento da rede de distribuição pode ser comparado ao corpo humano: uma adutora seria uma artéria, já os ramais equivalem a pequenas veias.
Em Londrina e Cambé são 2.943 quilômetros de rede. Conforme o gerente da Sanepar, Roberto Arai, por ano as equipes de Pesquisa de Vazamentos devem percorrer toda a rede em busca de problemas na distribuição de água. Nove pessoas, divididas em quatro grupos, são responsáveis pelo serviço. A média é de aproximadamente 333 quilômetros sob responsabilidade de cada um dos integrantes.
Há um ano e meio, Jeferson Karol de Sousa percorre as ruas de Londrina em busca de vazamentos. Por dia, ele anda em média oito quilômetros com seu geofonador, uma espécie de estetoscópio gigante utilizado para detectar vazamentos. ''Não dá para explicar como é o som de um vazamento. É como um chiado'', explica o funcionário da Sanepar.
Na última quarta-feira, ele percorreu as ruas do Jardim Santa Rita, na Zona Oeste de Londrina, e descobriu quatro vazamentos. ''Não é um número grande. A quantidade de vazamentos depende muito da região da cidade, do bairro, se tem mais pressão da água (bairro com desníveis), do tipo de solo'', enumera.
Após a suspeita, a equipe de pesquisa fura o solo com uma vareta. Se a água aparece, o vazamento é confirmado. ''Aí preenchemos uma ficha explicando o local e tipo de vazamento para que o setor de manutenção arrume.''
De acordo com gerente regional da Sanepar, um dos bairros que mais precisam da substituição da tubulação é o Jardim Bandeirantes (Zona Oeste), onde em alguns pontos a tubulação tem mais de 40 anos de uso. A licitação para substituição de 20 quilômetros de rede no bairro deve ser realizada em breve, segundo ele. A troca de um metro de rede custa de R$ 50 a R$ 60, o que significa que a obra custará cerca de R$ 1 milhão.
No ano passado, foram detectadas 502 fraudes e ligações ilegais em Londrina, Cambé e Tamarana. A meta deste ano da Sanepar é substituir 22 mil hidrômetros na região para reduzir os índices de desperdício.(D.B.)

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