São Paulo - Pelo segundo dia seguido, fiscais da Administração Regional da Sé e guardas-civis tentaram fazer cumprir o horário de atuação dos camelôs.
Segundo Josefa Viana Nogueira, presidente do Sindicato dos Permissionários de São Paulo (que representa os camelôs), cerca de 2.000 ambulantes trabalham das 4h às 7h na rua 25 de Março (centro da capital paulista), segundo acordo com outros camelôs.
Depois desse horário, eles devem se retirar para que ambulantes legalizados armem suas barracas no local.
No entanto, nos últimos dias eles não estariam obedecendo o horário, gerando reclamações e tumultos.
Anteontem, cerca de 50 fiscais da regional, acompanhados por guardas-civis municipais, foram ao local por volta das 7h30 para verificar o cumprimento do horário. Houve tumulto e cerca de 50 sacolas de mercadorias foram apreendidas, mas ninguém se feriu.
Ontem, a cena se repetiu, por volta das 8h50. Desta vez, pelo menos cinco fiscais tiveram ferimentos leves. O fiscal Carlos Renato Batista foi atingido na cabeça e levou cinco pontos. Não há informação sobre quantos camelôs se machucaram.
Segundo Josefa, a razão do tumulto seriam os vendedores de CDs falsificados. ‘‘Eles são muito unidos. Quando ameaçaram apreender os produtos de um deles, todos quiseram impedir’’, afirmou. Estes vendedores, além de atuarem de madrugada, também ficariam com sacolas com CDs durante o dia no local.

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