Brasília, DF- Quase 25% das escolas de assentamentos de reforma agrária funcionam em instalações improvisadas, como ranchos e galpões, 21% delas não têm nenhum tipo de iluminação e 22,7% não dispõem de banheiros. Os números integram um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), sobre o ensino ofertado a crianças, jovens e adultos que vivem nos assentamentos. Além das instalações precárias, o trabalho mostra um significativo atraso escolar e uma oferta de vagas menor do que o necessário, principalmente no ensino médio.
A radiografia será usada para nortear ações para melhorar a qualidade de ensino nestes locais. O presidente do Inep, Eliezer Pacheco, cita entre as providências necessárias a inclusão de 20% das escolas no cadastro para receber o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).
Pelo levantamento, escolas do Norte e Nordeste apresentam indicadores de menor qualidade do que os apresentados nos Estados do Sul e Sudeste.
O trabalho identificou 8.679 escolas nos 5.595 assentamentos. A maior parte delas (79,2%), está instalada no próprio assentamento. A grande maioria é composta por uma ou duas salas, onde ficam alunos de várias séries. Para Pacheco, esta característica não é, necessariamente, um problema. ''O problema está muito mais na falta de luz, material didático e instalações como biblioteca'', afirma.

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