Londrina – Nos 88 municípios da Região Norte atendidos pela Polícia Federal (PF) de Londrina, 23 empresas de vigilância e segurança têm autorização para funcionar emitida pela Comissão de Vistoria de Segurança Privada da PF.
Para se regularizarem, as empresas precisam ter capital mínimo de 100 mil Ufirs, sede própria, fachada exclusiva, sala para guarda de armas, comunicação via rádio com os veículos, sistema de segurança, um mínimo de 15 vigilantes registrados, todos treinados, cadastrados e com seguro de vida.
De acordo ainda com a PF, duas escolas estão autorizadas em Londrina a fornecer os cursos de formação dos vigilantes, que exige 30 dias de aulas, com conhecimentos de defesa pessoal, combate a incêndio, primeiros socorros e direito penal, além dos testes de aptidão psicológica. O profissional é obrigado a se reciclar a cada dois anos.
O uso de armas de fogo é permitido apenas no local de trabalho, com exceção dos vigilantes que atuam em transporte de valores e escolta armada.
O empresário Clodoaldo Pereira dos Santos está no mercado há 23 anos e, em 2008, regularizou a empresa junto à PF. Hoje, a TGE possui 70 funcionários registrados e atende 24 empresas, com contratos mensais. "Nos fins de semana, trabalhamos até com 300 vigilantes para dar conta de todos os eventos. Damos segurança em shows, exposições, rodeios e festas esportivas, culturais e religiosas em um raio que vai de Londrina até Maringá e até Ponta Grossa", revelou.
A PF garante que tem notificado diversas empresas irregulares na região. Nesses casos, é aberto um processo de encerramento no qual a firma tem a possibilidade de se regularizar, caso contrário é obrigada a parar com as atividades. Se mesmo assim, a empresa continuar prestando serviço, os responsáveis podem responder criminalmente. (L.F.C.)

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