21 policiais da Corregedoria do Detran serão afastados
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de novembro de 1999
por Marcelo Godoy 
São Paulo,27 (AE) - O chefe dos policiais na força-tarefa que apura o esquema de corrupção no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), delegado Antônio Mestre Junior, disse que todos os 21 policiais civis que trabalhavam na Corregedoria do Detran antes de sua nomeação como diretor da corregedoria serão afastados. "Não há nenhuma acusação contra eles, tomamos essa decisão por cautela", afirmou.
O delegado já formou a equipe que vai trabalhar na força-tarefa. Ao todo, serão 15 delegados, 30 investigadores e 15 escrivães. Há na corregedoria 3.600 casos em andamento. Segundo ele, com a nova equipe será possível apurá-los - a equipe anterior da corregedoria contava com quatro delegados, oito investigadores e nove escrivães. "Temos o apoio da administração superior."
Segundo Mestre Junior, 90% das denúncias investigadas pela Corregedoria do Detran são contra funcionários administrativos do departamento - as demais envolvem policiais civis. Os casos destes últimos serão apurados pela Corregedoria da Polícia Civil. Para tanto, Mestre Junior reuniu-se com o novo diretor da corregedoria, o delegado Ruy Estanislau Silveira Mello. Uma equipe da corregedoria, chefiada pelo delegado Fábio Perona, foi destacada para compor a força-tarefa que apura a corrupção no Detran.
Libertados - O despachante Norival Barbosa, o Índio, foi libertado ontem (26) após passar dez dias preso. Barbosa nega as acusações de que seja um dos responsáveis pelo recolhimento de dinheiro entregue aos funcionários corruptos do Detran conforme acusação do ex-despachante Willian Lacerda.
Os promotores do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaecco) decidiram não pedir a prorrogação por mais cinco dias da prisão do investigador Fernando Lopes Areosa, detido na terça-feira sob a suspeita de recolher envelopes com propina nos postos avançados do Detran nos shoppings da capital. "A libertação de um suspeito não impede que o Ministério Público peça, ao término do inquérito, a decretação da prisão preventiva do acusado", disse o promotor José Carlos Guillen Blat.


