2001 foi um ano muito ruim para os jornalistas
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terça-feira, 26 de março de 2002
France Presse 
Washington - O ano de 2001 foi um dos piores para a imprensa, com 37 jornalistas mortos durante o trabalho e 118 presos no mundo inteiro, segundo informe da Comissão de Proteção dos Jornalistas (CPJ).
Os atentados do dia 11 de setembro e a guerra contra o terrorismo em seguida precipitaram uma crise da liberdade da imprensa de amplitude mundial, afirmou o CPJ.
O documento da organização, que monta todos os anos um quadro mundial das condições da liberdade de informar, mostra 500 casos de repressão aos encontros de jornalistas em 140 países onde há assassinatos, agressões, prisões e censuras aos profissionais.
No total, 37 jornalistas foram mortos no último ano, contra 24 do ano 2000, um aumento que se deu principalmente devido à guerra no Afeganistão, onde oito repórteres morreram.
Os outros foram mortos em represálias por suas coberturas em questões delicadas, como a corrupção no Estado e a criminalidade em países como Bangladesh, China, Thailândia e Iugoslávia, ressalta CPJ.
Outra tendência alarmante: depois de quatro anos de declínio regular, o número dos jornalistas presos aumentou 50%, de 81 em 2000 para 118 no ano passado. Dois terços deste total refletem a repressão que passou quase despercebida depois dos atentados de 11 de setembro, como a que aconteceu na Eritréia e no Nepal. Pelo terceiro ano consecutivo, a China é o país que mais prende jornalistas, com 35 deles atrás das grades.


