20 pessoas feitas reféns em ilha malaia
SEMPORNA, Malásia, 24 (AE-AP) - Seis homens mascarados fizeram 20 pessoas reféns, entre elas turistas estrangeiros, numa ilha do leste da Malásia considerada um dos melhores locais para mergulho do mundo, informou hoje (24) a polícia.
Informações recebidas por autoridades deram conta de que os reféns não foram feridos, afirmou o ministro do Exterior malaio, Syed Hamid Albar. Ele não entrou em detalhes.
Os sequestradores surpreenderam e capturaram o grupo na ilha de Sipadan na noite de domingo, disse Sulaiman Junaidi, chefe de polícia de Semporna, a cidade portuária onde os mergulhadores pegam barcos para ir para a paradisíaca ilha.
Os sequestradores falavam a língua filipina de Tausug, de acordo com oficiais. Os homens não apresentaram exigências e fugiram em dois barcos de pesca, aparentemente seguindo em direção às Filipinas.
O Inspetor-Geral da Polícia da Malásia, Norian Mai, afirmou numa entrevista coletiva que seis homens armados com fuzis AK-47 e um lançador de foguetes forçaram 20 pessoas a entrar em barcos depois de lhes tirar dinheiro e jóias. Outras autoridades na Malásia e nas Filipinas tinham dito que 23 pessoas haviam sido capturadas.
Eram contraditórias as informações sobre o paradeiro dos reféns. Norian disse que não sabia onde eles estavam, enquanto o ministro da Defesa Najib Tun Razak afirmou que uma equipe de busca os havia localizado.
"Sabemos agora a exata localização deles", disse Najib, sem entrar em detalhes.
Sipadan é uma ilha na costa de Sabah, a parte malaia da ilha de Borneo, que é dividida com a Indonésia.
Autoridades filipinas disseram estar investigando uma possível ligação entre a tomada de reféns na Malásia e rebeldes filipinos que capturaram pessoas no mês passado numa ilha do sul das Filipinas, nas mesmas águas de Sipadan.
"Não estamos descartando um possível envolvimento dos rebeldes de Abu Sayyaf, de piratas locais e de outros grupos marginais", disse o coronel Ernesto de Guzman, chefe do Estado Maior do Comando Sulista das Filipinas. "Também não descartamos o envolvimento de piratas de outras nacionalidades".
O secretário de Defesa filipino Orlando Mercado disse que as marinhas das Filipinas e da Malásia estavam trabalhando em conjunto na operação de resgate.
Dois americanos, James e Mary Murphy, ambos de 51 anos, conseguiram fugir dos captores, segundo testemunhas.
Os reféns foram forçados a nadar até os barcos de pesca, relataram pessoas na ilha.
Os sequestradores aparentemente deixaram os Murphys fugir porque Mary Murphy não sabia nadar, acrescentaram.
Entre os reféns estão dois turistas franceses, três alemães, dois sul-africanos, dois finlandeses e um libanês, segundo o Ministério do Exterior.
Também foram capturados nove malaios, quatro do departamento de vida selvagem, e um filipino que trabalhava no balneário.





