A 17ª Regional de Saúde de Londrina, que abrange 21 municípios, soma cinco mortes causadas por dengue desde o início do ano, registradas em Primeiro de Maio, Porecatu, Jaguapitã e Alvorada do Sul. Conforme dados divulgados nesta terça-feira (18) pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, o Paraná registrou 3.508 novos casos da doença e duas mortes no boletim epidemiológico mais recente.

Até o momento, em 2025, foram 69.066 notificações, 15.501 diagnósticos confirmados e 12 óbitos em decorrência da dengue no Estado.

ALVORADA DO SUL

Os novos óbitos são de duas moradoras de Alvorada do Sul, cidade a cerca de 70 quilômetros de Londrina com 11.598 habitantes, que teve 19 casos confirmados e 49 descartados desde o começo do ano. As vítimas da dengue foram uma mulher de 64 anos, sem comorbidades, e outra com 83 anos, com comorbidades. Uma morte está em investigação, e as demais cidades na área de abrangência da 17ª Regional registraram um óbito cada.

Beatriz Fabiano, secretária municipal de Saúde e Bem-Estar Social, informou que foi decretado estado de epidemia na cidade no dia 12 de fevereiro, que está sendo monitorado por meio do cenário municipal e regional . “A nossa condição aqui não é muito diferente dos municípios que nos rodeiam. Todos os municípios nas nossas fronteiras encontram-se em estado de epidemia de dengue. Após o decreto, a gente intensificou o controle e amparo em duas frentes, a assistência médica e combate e quebra da cadeia de transmissão."

No âmbito assistencial, Fabiano apontou que “todas as pessoas suspeitas ou positivas por dengue fazem hemograma diariamente, dentro das necessidades apontadas pelos critérios médicos. Temos um laboratório próprio que está rodando a média de 80 hemogramas por dia, para acompanharmos o número de plaquetas e estado de saúde desses munícipes”.

Em tentativa de impedir a transmissão do Aedes aegypti, a Prefeitura de Alvorada, em parceria com a Secretaria de Saúde do Paraná, tem realizado mutirões contra a dengue e aplicações de fumacê. “Estamos fazendo a remoção mecânica de depósitos móveis de água e recolhendo o lixo da casa das pessoas e das vias públicas, que infelizmente as pessoas teimam em não romper essa cultura”, elencou Fabiano.

JAGUAPITÃ

Dos municípios que a 17ª Regional de Saúde atende, Jaguapitã, a cerca de 60 quilômetros de Londrina e com 13.861 habitantes, é a cidade com mais casos de dengue confirmados desde o início do ano, com 1.638 e um óbito já investigado. O município também se encontra em estado de epidemia, e assim, todos os casos suspeitos foram encerrados como positivos, por meio de critério clínico epidemiológico. Os dados foram repassados à FOLHA nesta terça por Patrícia de Souza Bozo, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Jaguapitã.

Para combater a situação epidêmica, “está acontecendo arrastão para eliminar criadouros, foram instaladas 52 armadilhas ovitrampas para identificar as áreas de maior infestação, e o fumacê está previsto para sexta-feira”, informou Bozo.

Ainda segundo a coordenadora, a secretária de Saúde de Jaguapitã atribui o alto número de diagnósticos ao período climático propício para infestação, a falta de conscientização dos moradores e o cenário emergencial da região.

PORECATU

A cerca de 80 quilômetros de Londrina e com 12.587 habitantes, Porecatu está logo atrás de Jaguapitã no ranking de cidades atendidas pela 17ª Regional com mais casos confirmados desde o início do ano. Conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde de Porecatu, atualizados na última sexta-feira (14), são 1.100 confirmações, 471 casos suspeitos e 126 descartados, além de um óbito atestado e outro em investigação.

A cidade também se encontra em estado de emergência em saúde pública, com o decreto de epidemia de dengue. O relato é da secretária de Saúde do município, Laila Maria Giota, que informou que “a 17ª vem acompanhando e apoiando todas as ações” para diminuir a incidência de casos.

Ao repassar as informações, a Prefeitura pediu que a população se atente aos sintomas da doença, como febre, dor no corpo, atrás dos olhos e de cabeça, além de manchas vermelhas pelo corpo.

CAMBÉ

A contagem de óbitos por dengue na 17ª Regional de Saúde de Londrina pode aumentar após o fim da investigação de quatro mortes em Cambé, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria de Saúde do Paraná. Os óbitos, de dois adultos e duas crianças, terão as causas confirmadas por meio de exames, que devem ter os resultados liberados em cerca de duas semanas.

As crianças, de 3 anos e 11 meses e 9 anos, moravam na zona oeste do município, que enfrenta um alto índice de infestação do mosquito da dengue. A mais nova morreu na última terça (11), e a mais velha, na sexta (14) passada. Os adultos eram uma mulher de 43 anos, falecida no dia 5, e um homem de 68 anos, falecido no domingo, 16 de março.

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