17 dias em coma e alguns flashes do Natal em casa
Era para ser apenas mais uma prova, sem nem mesmo valer pontos. ''Mas quis o destino que chovesse muito e acontecesse aquela fatalidade'', lembra o ex-piloto Ernesto Pívaro Neto, mais conhecido como Gardenal.
No dia 25 de outubro de 2002, por causa da pista molhada, Gardenal perdeu o controle do carro que dirigia e bateu contra o muro de uma das curvas do Autódromo Internacional Ayrton Senna. Sofreu traumatismo craniano e várias lesões nas regiões do tórax e abdome. E ficou 17 dias em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa.
Gardenal não se lembra do período em que ficou em coma, do acidente ou mesmo de pouco antes do acidente. ''Só tenho lembranças vagas de quando saí do hospital e alguns flashes do Natal que passei em casa. Poucas pessoas ficam vivas para relatar fatos como o que eu passei'', ressalta.
O acidente mudou sua vida. ''Fiquei quase dois segundos mais lento do que quando guiava, e isso para o automobilismo é um tempo enorme'', constata. Por isso hoje ele não pilota mais, mas continua na ativa coordenando duas equipes de Fórmula Truck. ''A gente não pode ir contra o destino da gente. O fato de não ser mais competitivo foi determinante para eu parar de pilotar, mas também os meus filhos e minha mulher, afinal eu tenho que ser motivo de alegria para eles, e não de insegurança. Deus quis que fosse assim e eu aceitei com tranquilidade e naturalidade'', afirma.(C.P.)





