16 estabelecimentos reabrem em Londrina após Aifu
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina A Secretaria Municipal de Fazenda não forneceu novos alvarás de funcionamento para quatro dos 47 estabelecimentos que foram alvo da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu) ocorrida entre fevereiro e março em Londrina. Esses estabelecimentos comerciais funcionavam de forma totalmente irregular e não poderão reabrir. Outros 12 bares e boates foram autuados pelo poder públicos por irregularidades documentais e sanitárias naquela época.
"Percebemos que houve desinteresse por parte desses empresários para regularização das empresas, seja pelo valor do investimento ou pelas documentações necessárias", explicou o secretário de Fazenda, Paulo Bento.
A Aifu foi feita dias depois do incêndio que matou 242 pessoas na boate Kiss, em Santa Maria (RS), em 27 de janeiro. As condições de segurança do local foram apontadas como fator preponderante para o elevado número de vítimas.
Os 16 estabelecimentos interditados por irregularidades sanáveis naquela época foram reabertos. A "reinauguração" mais recente ocorreu na semana passada. A Estação Café Brasil, no Jardim Higienópolis (área central) passou por reforma cujo investimento girou em torno de R$ 300 mil.
A boate não tinha saída de emergência, guardava produtos vencidos na cozinha e tinha alvará de funcionamento só até as 23 horas. Os problemas estruturais foram resolvidos. "Tínhamos mudanças a fazer, sabíamos disso tanto que estávamos com reforma programada para este semestre. Construímos saída de emergência com porta antichamas, readequamos as escadas, sinalizamos os degraus, conforme o projeto de prevenção contra incêndios do Corpo de Bombeiros. Além disso, executamos um projeto acústico de alto padrão", enumerou o sócio-proprietário Fábio Augusto Silva.
A boate passou nos últimos três meses por fiscalizações do Corpo de Bombeiros, Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), Vigilância Sanitária e Secretaria de Fazenda. "Foi ruim por ficarmos tanto tempo fechados. Por outro lado percebemos que tínhamos que fazer adequações para melhor atender nossos clientes", salientou a sócia-proprietária Sônia Coelho. "Não podemos pensar só no ganho financeiro, mas na qualidade do serviço e no bem-estar dos nossos clientes", definiu Silva.
Leia em conteúdo para assinantes:
- Prefeitura planeja mutirão contra clandestinos
- 140 bares e boates foram fechados na RMC


