A educação a distância (EAD) já responde por 14,6% das matrículas de graduação no ensino superior do País, segundo dados do Censo da Educação Superior de 2010, divulgados ontem pelo Ministério da Educação (MEC).
Na educação a distância, as matrículas de licenciatura são 426 mil e de bacharelado 268 mil.
De acordo com o coordenador do Núcleo de Educação a Distância (Nead) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a expansão nos cursos a distância é uma tendência. ''O que a gente percebe é que os cursos presenciais estão de certa forma estacionando. Enquanto um público de perfil diferente, acima de 30 anos, que já tem filho e emprego está buscando a educação à distância'', afirmou Ayrosa.
Até o final de novembro a Uel deve dar início ao seu primeiro curso de graduação a distância: pedagogia. ''Será um curso de complementação para as pessoas que fizeram o Vizivali, que não foi reconhecido pelo Mec (Ministério da Educação). Terá duração de um ano, serão 1384 horas'', explicou coordenador.
Segundo Ayrosa as aulas serão realizadas na UEL e serão transmitidas ao vivo para outras cinco cidades do Estado: Curitiba, Colombo, Paranaguá, Cerro Azul e Palmeira. ''Outras universidades estaduais também vão participar'', comentou.
De acordo com a pró-reitora de Educação a Distância da Unopar, Elisa Maria de Assis, o ensino superior a distância cresceu muito nos últimos anos. ''Em 2003 começamos com nossa primeira turma de educação a distância. Não tínhamos sequer mil alunos. Hoje já são mais do que 150 mil alunos de todo país'', explicou.
Segundo Elisa, a Unopar oferece 13 cursos de graduação e 9 cursos de pós-graduação. ''Até o ano passado, Pedagogia tinha o maior número de alunos. Mas Administração ultrapassou. A gente percebe que o perfil está mudando. Mais pessoas estão procurando Serviço Social, Contábeis do que Letras ou História'', comentou.
Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o crescimento da modalidade a distância só não é maior porque o governo está dando 'um ritmo' para que a expansão não ocorra com prejuízo da qualidade. ''Na década de 1990 nós tivemos um crescimento [na educação presencial] que não estava bem administrado e nós não queremos que o mesmo aconteça com a EAD. O que queremos é um crescimento sustentável''. Segundo ele, o percentual de matrículas na EAD no Brasil pode ser considerado baixo em relação a outros países em que a modalidade responde por mais da metade das matrículas.
Atualmente 157 municípios do Paraná oferecem cursos a distância reconhecidos pelo MEC. Em Londrina existem 14 instituições de ensino a distância.

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