147 mortes "estranhas" em hospital norte-americano
Nova York, 30 (AE-ANSA) - Cento e quarenta e sete pacientes morreram em circunstâncias suspeitas entre 1993 e 1995 em um pequeno hospital de Indiana e uma enfermeira, Orville Lynn Majors, é suspeita de ter interpretado o inquietante papel de "anjo da morte".
Estes são os elementos centrais do processo que se abriu hoje (30) em Clinton, Indiana, e que pode terminar na mais clamorosa condenação por homicídio múltiplo da história da justiça norte-americana.
A investigação que levou a Majors ao banco dos réus durou anos. Mas desde antes da detenção do "anjo da morte", em dezembro de 1997, as autoridades sanitárias de Indiana a suspenderam do exercício da profissão afirmando que constituía "um perigo claro e imediato para a saúde e a segurança pública".
O local dos fatos foi o Vermillion County Hospital. Em um período de quase dois anos, as mortes no pequeno hospital triplicaram. No fim, a polícia decidiu divulgar os nomes dos 147 pacientes que "poderiam ter sido vítimas de crimes, compreendido o homicídio".
A intervenção da polícia foi solicitada em 1995. Os investigadores interrogaram mais de 500 pessoas, 300 das quais serão chamadas nas próximas semanas como testemunhas. Em seguida
a magistratura decidiu incriminar Majors por mais sete casos e tudo permite considerar que foi a enfermeira quem deu aos pacientes doses letais de medicamentos.





