14 Pms são presos sob suspeita na morte de pré-candidato
levando a cúpula da polícia a decidir imediatamente pela prisão administrativa dos 14 policiais militares que estavam de plantão nas proximidades da cena do crime. Celas - Nas primeiras horas da operação, cinco PMS já haviam sido capturados. Todos eles serão transferidos amanhã (14) para Goiânia, onde ficarão presos em celas individuais de quartéis separados. A estratégia é evitar que os PMs tenham contato entre si, o que poderia facilitar a preparação de álibis. Mesmo com as prisões em andamento, o secretário estadual de Segurança Pública e Justiça, Demóstenes Xavier Torres, não confirmou nem desmentiu o depoimento. Ele limitou-se a contar que a testemunha vinha sendo mantida em Goiânia sob intenso esquema de segurança, por determinação do próprio secretário. A Agência Estado tentou entrar em contato com o delegado Divino Izonel da Silva, adjunto da Delegacia de Homicídios e responsável pelo depoimento da testemunha, mas ele estava com o celular desligado. Na Sexta-feira, dois PMs de águas Lindas já haviam sido presos sob suspeita de ter participado do assassinato de João Elísio. As identidades de todos eles são mantidas em sigilo pela Polícia Militar. João Elísio foi executado com três tiros na cabeça quando voltava para casa com sua mulher, Neuza Maria dos Santos, na noite de segunda-feira. No caminho, ele parou o carro para retirar as pedras que bloqueavam a rua e foi atingido assim que preparava para descer do carro. Neuza levou um tiro de raspão e sobreviveu à emboscada.Por João Unes (especial para AE) Goiânia, 13 (AE) - Foi determinada hoje a prisão administrativa de todos os 14 policiais militares que trabalhavam na região onde foi assassinado o pré-candidato a prefeito de águas Lindas (GO), João Elísio Pessoa, de 42 anos, na noite do crime. Até as 23h30 de hoje, nove PMs já haviam sido detidos. Esse número deve subir para 14 nas próximas horas. A prisão dos policiais foi determinada depois que a testemunha do crime - cuja identidade vem sendo mantida em sigilo - informou à polícia que João Elísio foi executado por dois homens fardados e encapuzados que estavam em um carro da PM. Dentro do veículo estavam mais dois homens, sem farda, e também encapuzados. Segundo a testemunha, os assassinos tinham a cobertura de outro carro da PM, onde havia mais quatro homens. De acordo com fontes ligadas à polícia de águas Lindas, a testemunha disse ainda que, minutos após a execução, um terceiro carro da PM chegou rapidamente ao local, com outros quatro homens. O depoimento da testemunha caiu como uma bomba nas investigações





