14 acusados de extermínio serão soltos
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quinta-feira, 23 de novembro de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Fórum de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, expediu, ontem, os alvarás de soltura de 14 dos 17 réus acusados de integrarem suposto grupo de extermínio, que teria envolvimento em, pelo menos, sete homicídios. Na terça-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou o habeas corpus em favor do policial militar Jean Adan Grott e estendeu o benefício aos co-réus.
Grott, no entanto, não foi solto. De acordo com o advogado Cláudio Dalledone Júnior, o policial responde a outro processo por homicídio na Comarca de Rio Branco do Sul, região metropolitana. ''Conseguimos o habeas corpus, que acabou beneficiando os outros e ele (Grott), infelizmente, continuará preso'', lamentou. Dalledone não representa o policial nesse outro processo e não soube informar quem seria o advogado.
Segundo informações do cartório criminal de Almirante Tamandaré, por um equívoco do STF, três nomes não teriam sido incluídos na lista de réus que respondem ao mesmo processo-crime e outras duas pessoas, que não fariam parte, foram listadas.
A assessoria de imprensa do STF informou que, até o final da tarde de ontem, o órgão não havia recebido nenhum comunicado oficial do suposto engano.
Apenas o local onde Grott estava foi confirmada pelo advogado: o Batalhão de Guarda da Polícia Militar (PM), em Curitiba. Segundo informações do cartório criminal de Almirante Tamandaré, os demais estariam detidos no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), em Piraquara, também na região metropolitana, mas a direção da unidade não confirmou.


