Curitiba - A Corregedoria-Geral da Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) confirmaram ontem que 13 dos 14 policiais que teriam torturado os suspeitos da morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, em Colombo (Região Metropolitana de Curitiba), já estão presos. O único que ainda não havia se apresentado até o início da noite de ontem era o delegado Silvan Rodney Pereira, afastado da Delegacia de Alto Maracanã.
Conforme o Gaeco, os depoimentos dos policiais suspeitos serão colhidos a partir da próxima semana e, dentro de um prazo de 15 dias, o órgão deve anunciar se oferece ou não a denúncia.
O advogado André Luiz de Souza, que representa sete policiais civis (todos lotados em Colombo) detidos, informou que eles dizem ser inocentes. "Estou aguardando para ter acesso aos depoimentos dos rapazes que acusam meu clientes e vou acompanhar as oitivas. Eles alegam inocência e mantêm a versão de que o trabalho de investigação sobre a morte de Tayná foi feito de maneira correta", disse.
Já o advogado Cláudio Dalledone Jr., que defende o delegado Silvan Pereira, reforçou ontem que não há previsão de prazo para que seu cliente se apresente à polícia. Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça da comarca de Colombo na tarde de quarta-feira.
A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) informou que a Polícia Científica encaminhou no início da noite de ontem o laudo do segundo exame de corpo de delito, realizado no Instituto Médico Legal (IML), ao qual foram submetidos os quatros rapazes que teriam sofrido agressões e torturas em delegacias da Grande Curitiba. A assessoria do órgão, entretanto, não confirmou o resultado porque o caso está sob segredo de Justiça.
O corpo da jovem Tayná Adriane da Silva foi encontrado no dia 28 de junho nas proximidades de um parque de diversões em Colombo. Quatro suspeitos do crime foram presos, mas a Justiça determinou a soltura do grupo após surgirem denúncias de que as confissões teriam sido obtidas mediante tortura.

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