1,3 mil imóveis permanecem sem luz
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terça-feira, 24 de setembro de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - Moradores estão inconformados com a demora para o restabelecimento da energia elétrica, interrompida na tarde de domingo, por causa do vendaval. A população está tão revoltada que no Jardim Franciscato (zona sul de Londrina) a comunidade fez um protesto, obstruindo uma das vias e queimando galhos de árvores. Dos 120 mil imóveis que chegaram a sofrer interrupção, 1,3 mil permaneciam sem luz na tarde de ontem.
Entre os moradores prejudicados estão os do Parque Ouro Verde (zona norte). Lá, o problema foi em função da queda de uma árvore que atingiu cabos de energia elétrica. O diretor do Colégio Estadual Padre Wistremundo Roberto Perez Garcia, Marival Antonio Mazzio Junior, contou que teve de dispensar os 1.250 alunos dos três turnos devido à falta de energia elétrica e de água - a bomba dágua não funciona. Ele se disse preocupado também com os mantimentos que estão no freezer.
O colégio fica na Rua Tanzânia. Na mesma rua, a dona de casa Luzia Souto de Freitas, de 57 anos, luta para dar condições dignas ao filho Reinaldo Aparecido, de 37, vítima de paralisia cerebral. Ela destacou que tem dado banho nele apenas com toalhas umedecidas e está sem condições de fazer inalação. "Vários alimentos que utilizo para fazer a sopa estragaram", lamentou. Como a máquina de lavar continua inativa, as roupas sujas têm se acumulado. "Eu já não sei o que fazer", desabafou.
A Copel informou, por meio da assessoria de imprensa, que ainda não tem a previsão de quando a situação estará totalmente regularizada em Londrina. Ontem 221 funcionários de 62 equipes da companhia estavam nas ruas no conserto da rede de distribuição. Para auxiliar na tarefa de recuperação dos cabos e postes da rede de distribuição foram convocados funcionários de outros municípios da região. Parte da equipe veio de Curitiba para recuperar as cinco torres de transmissão destruídas pelo vendaval. Os 38 funcionários conseguiram ontem levantar uma das torres provisórias e, paralelamente, trabalham para reconstruir as torres permanentes, trabalho que pode levar até 10 dias. A contagem dos postes quebrados já chegou a 100 unidades.
Em Ibiporã, 100% das redes de distribuição danificadas foram consertadas. Em Cornélio Procópio, Congonhinhas e Uraí (Norte Pioneiro) também existem pontos isolados que ainda sofrem com a falta de energia.
Questionada sobre a possibilidade de implantar redes de distribuição subterrânea (que seria uma alternativa para evitar problemas com vendaval, por exemplo), a assessoria de comunicação informou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não financia esse tipo de serviço. A implantação, segundo a assessoria, custa oito vezes mais do que a a rede normal e 20 vezes mais para as redes de subtransmissão (de 138 mil volts).


