11 mil médicos param no Estado
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 07 de abril de 2011
Adriana Franco <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Perto de 11 mil médicos aderiram à paralisação nacional dos atendimentos feitos por convênio. Segundo o presidente da Associação Médica do Paraná (AMP) e da Comissão Estadual de Honorários Médicos, José Fernando Macedo, a estimativa é de que cerca de 85% dos profissionais conveniados participaram do movimento no Estado.
''Isso mostra que a classe está lutando pela sua dignidade e pelo bom atendimento à população'', declarou Macedo, em coletiva concedida ontem na AMP. Os profissionais afirmaram lutar por um reajuste de 92%, valor referente às perdas dos últimos dez anos.
Também estavam presentes na coletiva o presidente do Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar), Mário Antônio Ferrari, o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Alexandre Bley, e o vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Gerson Zafalon.
Os participantes reclamaram do ''desrespeito'' das operadoras de saúde, que repassaram um reajuste de 136% aos clientes, nos últimos dez anos, e não teriam repassado ''praticamente nada'' aos médicos.
Sobre a reivindicação de um reajuste de 92%, referente ao valor médio pago hoje pelas operadoras, de R$ 42,00, os representantes da classe médica enfatizaram que isso seria o mínimo diante de todas as perdas que tiveram. Juntos no movimento, também estiveram profissionais de odontologia e fisioterapia.
De acordo com Macedo, o grupo Unidas do Paraná foi o único que fez um pedido de conversa com as entidades médicas. O encontro foi marcado para o dia 18 deste mês. Ao final da coletiva, dezenas de médicos, estudantes de Medicina, dentistas e fisioterapeutas saíram em passeata no bairro Água Verde. Entre as cidades que mais aderiram ao movimento estão Campo Mourão e Apucarana, com 80%, e Foz do Iguaçu, com 90%. Castro, Ivaiporã, Marechal Cândido Rondon e Francisco Beltrão chegaram aos 100%.


