11 irmãos, apenas 2 filhos
Londrina - A auxiliar administrativa Rosemeire dos Santos, de 49 anos, preferiu não seguir o exemplo da mãe na hora de escolher a quantidade de filhos. Criada com mais 11 irmãos, sete mulheres e cinco homens, ela optou por ter apenas dois herdeiros.
''Eu via a dificuldade que meus pais tinham para manter uma família tão grande e decidi, mesmo antes de casar, que não passaria de dois'', conta ela, que tem uma filha de 32 anos, Elaine, e Guilherme, de 13.
Na opinião de Rosemeire, a falta de orientação e de acesso a métodos anticoncepcionais foram os principais fatores que fizeram com que seus pais tivessem tantos filhos. ''Mesmo morando na cidade, minha mãe conta que naquela época não tinha pílula anticoncepcional disponível como hoje e também não havia diálogo sobre o assunto'', diz Rosemeire.
O mais curioso é que o casal já tinha 11 filhos e adotou mais um, quando a caçula já estava com 10 anos. Para Rosemeire, a realidade daquele período contribuiu para que a família fosse tão numerosa. ''Embora meus pais tivessem dificuldades financeiras para criar tantas criança, visto que meu pai era mecânico era mais fácil porque a minha mãe só trabalhava em casa e ficava exclusivamente com os afazeres domésticos, cuidando de nós'', relata.
Como queria trabalhar para fora, Rosemeire preferiu controlar o número de filhos. Ela avalia que as mudanças sociais influenciaram na sua decisão e continua surtindo efeito sobre as novas famílias, que optam por ter menos filhos. ''Minha filha também é um exemplo disso. Ela tem um filho e, por trabalhar fora, tem que deixá-lo em período integral na escolinha. Por isso, mesmo querendo mais um, pensa muito'', relata.
Rosemeire considera que ficou mais fácil, financeiramente, criar os filhos, porque geralmente a mulher e o marido trabalham. Em contrapartida, os pais passaram a ter mais dificuldade para ficar junto deles.(A.V)





