100 cidades podem ter epidemia de dengue
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - Um levantamento da Secretaria Estadual de Sa© úde (Sesa) mostrou que 100 municípios podem ter epidemia de dengue na temporada de verão 2012/2013. A possibilidade é medida por meio do Índice de Infestação Predial (IIP), que nestes casos está acima de 1%. A situação é ainda mais delicada em 18 municípios (veja infográfico), onde o IIP supera os 4%. Este índice coloca as cidades em estado de alerta. As informações foram colhidas de junho a agosto nas 399 cidades do Paraná.
Londrina não está nem entre as 100 cidades com risco de epidemia, conforme os números da Sesa. Muito em parte pelo trabalho dos agentes de endemias. ''No caso específico de Londrina, verificamos que houve um trabalho mais intenso no combate às larvas do mosquito que acabou impactando nestes dados. Ocorreu uma mobilização e a situação melhorou, mas sempre temos que estar cientes de que de uma semana para outra o quadro pode mudar em qualquer cidade do Estado'', destacou o superintendente de Vigilância em Saúde da Sesa, Sezifredo Paz.
Outro dado divulgado pela Sesa é que, em 2012, 72% dos municípios mantêm equipes com vínculo empregatício considerado estável. Em 2011, grande parte dos agentes era contratada temporariamente. ''Isso atrapalhava inclusive a capacitação dos profissionais que iriam combater o mosquito'', completou Paz.
Em Londrina, segundo a Sesa, são 219 agentes de endemias. Deste total, 208 são contratados da Prefeitura e 11 são temporários, mas devem passar a ser efetivos até o final do ano.
A curva epidemiológica da doença geralmente tem seu pico durante o verão. Com isso, os dados começam a ser analisados em agosto e são fechados em julho do ano seguinte. Entre 2011/2012 foram registrados 2,4 mil casos de dengue no Estado, 92% a menos que o mesmo período entre 2010/2011, quando 28.511 casos foram confirmados.
A redução também foi constatada no número de casos graves, que caíram de 233 para 22. Em relação às mortes a queda foi de 93% (15 óbitos em 2010/2011 e um em 2011/2012).


