Nos últimos 40 anos foram construídas mais de 2 mil hidrelétricas no País, que resultaram na expulsão de cerca de 1 milhão de pessoas de suas terras. Dessas, de acordo com Mecca, 70% são vítimas de problemas não resolvidos. ''São pessoas que foram retiradas de seus locais de origem para dar lugar às hidrelétricas e hoje vivem em favelas, sem emprego, sem aceso à saúde e educação. Não tem nada pior do que impedir uma pessoa de continuar trabalhando'', avalia Hélio Mecca. ''No Paraná, a maioria das hidrelétricas foi feita de forma arbitrária, sem direito a indenização justa'', diz.
O Estado é responsável por 25% da produção nacional de energia, sendo que só 20% é consumido no Paraná. O restante é importado. No Paraná, novos projetos hidrelétricos também estão praticamente liberados para construção, como na Bacia do Rio Chopin, na região Sudoeste, e no Rio Tibagi, Norte do Estado.
Como agravante, Mecca cita o Plano 2015 da Eletrobras, que prevê a construção de 494 grandes barragens e 900 pequenas. ''Se forem construídas, mais de 850 mil pessoas serão atingidas pelos alagamentos'', diz. Atualmente, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, 50 grandes barragens estão em construção e, nos próximos três anos, serão projetadas 70 grandes barragens. Uma das reivindicações do MAB é suspender as construções até que se resolvam as pendências existentes. (M.G.)

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