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| Foto: Gustavo Carneiro



Motoristas de aplicativos Uber, Coolt, X49 e 99 fizeram uma manifestação na manhã deste sábado (3) em protesto a falta de segurança para trabalhar. Na noite de quinta-feira (1) o condutor Ronaldo Galassi Kato, 43, foi baleado em uma tentativa de assalto em Ibiporã. A concentração foi no estacionamento em frente ao Ginásio de Esportes do Moringão. De lá, eles foram em carreata até o escritório da Uber em Londrina, na avenida Faria Lima (zona Oeste).

A categoria cobra mudanças no aplicativo que garantam mais segurança aos motoristas. Entre os pedidos estão a disponibilização da foto dos usuários e do local de destino das corridas, mudança na taxa de cancelamento e exclusão dos clientes com nota baixa.

Depois de quase uma hora de manifestação, a supervisora da Uber em Londrina, Mariana Souza, foi conversar com os motoristas. Ela garantiu a categoria que vai levar as propostas de melhorias para a direção do aplicativo em São Paulo e comprometeu-se a dar um retorno aos representantes da categoria.

Os condutores relatam o aumento dos assaltos, principalmente a noite. O caso mais grave foi do motorista baleado em Ibiporã. As informações preliminares são que ele teria pego quatro passageiros no Parigot 2 (zona Norte). Os homens teriam tentado assaltá-lo em Ibiporã. Kato levou um tiro no abdômen e está na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo)do HU (Hospital Universitário de Londrina),em estado grave.

Na sexta-feira, ele passou por uma cirurgia para retirada de parte do intestino. "Ele já saiu do coma, mas ainda não está acordado. Os médicos disseram que ele perdeu muito sangue", contou a mulher dele, Ana Paula Teixeira Kato, 41.

O casal trabalha como motorista de aplicativo há quase um ano. "Sempre tivemos medos, mas estávamos sempre em comunicação com os grupos (de Whatsapp)e quando tem algo estranho pedimos para fazerem o rastreamento. Mas não sei o que aconteceu na quinta-feira. Não sei o motivo dele pegar essa corrida", disse Kato.

A supervisora da Uber em Londrina orientou que a família procure a empresa na segunda-feira para abrir o procedimento de investigação. "Caso ele estivesse usando o aplicativo, vamos dar toda a assistência hospitalar e psicológica e passar à polícia todas as informações do usuário e trajeto da viagem", afirmou Souza.
De acordo com o delegado Vitor Dutra, da Delegacia de Ibiporã, até a manhã de sábado ninguém havia sido preso. As investigações seguem em sigilo, mas o delegado afirmou que deve ter novidades ao longo da semana.

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| Foto: Gustavo Carneiro



CORRIDA PARA TERCEIROS

Os motoristas de aplicativos relatam que em 15 dias houve quatro casos de assaltos em Londrina.Guilherme Henrique de Oliveira, 28, foi uma das vítimas recentes. Ele conta que os assaltantes eram jovens e levaram o dinheiro do dia.

Normalmente, a tática dos criminosos é usar mulheres para chamar o Uber e quando o carro chega no local eles quem embarcam. O motorista de aplicativo Anderson Diego de Alencar, 33, pode dizer que viveu de novo. Em outubro, durante um assalto o rapaz puxou o gatilho três vezes contra a cabeça dele. "Por sorte, a arma não estava carregada. Eram dois rapazes que pediram para uma moça na rua chamar o Uber. Por isso, queremos que tenha foto do passageiro", contou Alencar.

Em fevereiro deste ano houve dois casos de latrocínios (roubo seguido de morte) envolvendo motoristas que trabalham com a ferramenta de transporte. Vanderlei Teixeira da Silva, 34, foi esfaqueado após uma corrida na avenida Duque de Caxias, região central. Os dois ladrões foram presos. Flávio Martins Ribeiro Júnior, 23, foi assassinado no final da avenida Saul Elkind (zona Norte).

Ribeiro foi encontrado com as mãos amarradas em uma plantação de soja próximo ao residencial Vista Bela. Ele foi baleado na cabeça e morreu dias depois no hospital. Em julho, um motorista da Coolt foi espancado durante um assalto e abandonado na Estrada dos Periquitos, perto do Limoeiro (zona Leste).

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