. Tápias não será vítima do "efeito Armínio", acredita presidente
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segunda-feira, 06 de setembro de 1999
Por Hugo Marques e Rosa Costa 
Brasília, 07 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso acredita que o novo ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, não será por muito tempo vítima do "efeito Armínio", referência às críticas que o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, recebeu ao ser nomeado, por supostamente representar o setor financeiro privado. Hoje o governo saiu a campo para rebater as críticas de que Tápias representa os juros altos que interessam aos banqueiros ou o dinheiro de empreiteiras para campanhas.
"O Armínio recebeu críticas semelhantes e está fazendo uma boa gestão", disse um auxiliar do presidente Fernando Henrique. O vice-presidente do PSDB, senador Paulo Hartung (ES), disse que Tápias conta com sua "simpatia pessoal e a do partido". O ministro da Educação, Paulo Renato, disse que sempre defendeu a criação do Ministério do Desenvolvimento e que o presidente acertou na escolha. "Acho que está em boas mãos".
O ministro da Casa Civil, Pedro Parente, afirmou que sempre confiou no seu colega de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Clóvis Carvalho. "Ele teve um acidente de percurso", disse Parente, se referindo ao discurso no qual Carvalho criticou a condução da política econômica. Parente acredita que Tápias aumenta o número de ministros que têm grande articulação com o setor produtivo. "É uma pessoa que tem trânsito com setores empresariais de todo o País", disse.
O senador Pedro Piva (PSDB-SP) disse que Tápias é um homem "correto e de coragem". Mas alertou que o novo ministro do Desenvolvimento vai precisar de "autonomia" para trabalhar. O senador José Alencar (PMDB-MG) acredita que todas as pessoas que conhecem Tápias estejam satisfeitas com a nomeação. "Ele é um homem bom."
O ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, pensa que o ministro do Desenvolvimento pode fazer uma boa articulação entre o setor privado e o governo. "Ele pode fazer uma boa ponte". O ministro da Fazenda, Pedro Malan, que havia sugerido outros nomes ao presidente Fernando Henrique, preferiu o silêncio. Sua assessoria informou que ele não se pronunciará sobre a nomeação de Tápias.


