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segunda-feira, 29 de novembro de 1999
Por Carlos Mendes 
Belém, 29 (AE) - Dois prefeitos do PSDB de municípios do sul do Pará, Celso Lopes, de Tucumã, e Geraldo Veloso, de Marabá, negaram hoje qualquer envolvimento com as empresas Roma, Piquete e Impacto, pertencentes ao fazendeiro Leonardo Mendonça e ao empresário Wilson Torres, acusados pela Polícia Federal de comandar o transporte de cocaína para o Suriname, Estados Unidos e Europa. As três empresas serviriam, segundo a PF, para lavar dinheiro do narcotráfico.
Os prefeitos afirmaram que estão sendo vítimas de "calúnias e informações inverídicas" plantadas por inimigos políticos. Mas confirmaram que suas prefeituras firmaram contratos com as três empresas, que venceram concorrências e construíram estradas
postos de saúde, armazéns comunitários e eletrificação em assentamentos do Incra na região.
Veloso disse que nunca manteve qualquer ligação pessoal com os proprietários dessas empresas. "Estou à disposição de vocês para qualquer investigação sobre a minha vida", disse o prefeito ao delegado da PF, José Sales. "Nem sei como se faz para dinheiro sujo sair limpo."
O de Tucumã também negou que tivesse desaparecido do município com oito vereadores. "Eu estava em Belém, tratando dos interesses da prefeitura. Não sei como foram inventar isso." Lopes disse que também vai procurar a Polícia Federal para "tirar qualquer dúvida".
A PF tem menos de 15 dias para concluir o inquérito e enviá-lo ao Ministério Público Federal. Todos os contratos firmados por 20 prefeituras do sul e oeste do Pará com as três construtoras de Mendonça e Torres estão sendo investigados.


