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segunda-feira, 29 de novembro de 1999
Por Nelson Breve 
Brasília, 29 (AE) - O vice-presidente da comissão especial da Câmara que examina a proposta de reforma tributária, deputado Antônio Kandir (PSDB-SP), rebateu as críticas feitas a ele hoje pelo presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e pelo governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB). "Ambos têm o direito de continuar defendendo a guerra fiscal, mas eu tenho o direito e o dever de continuar lutando por uma reforma tributária que promova o desenvolvimento e a geração de empregos", afirmou. "Vamos continuar debatendo e discutindo racionalmente, evitando apelação. Já especificamente em relação ao senhor Antonio Carlos Magalhães, tenho a dizer que ele demorou mais de 70 anos para descobrir que existem pobres no Brasil, e espero que não demore muito para entender o sistema tributário e perceber o mal que faz ao País defendendo as suas idéias."
Kandir disse, ainda, que na reunião de amanhã entre os integrantes da comissão tripartite - comissão especial de reforma tributária e governos da União e dos Estados -, será examinada a proposta de desconstitucionalização de alguns pontos da reforma tributária, proposta pela União. Especificamente em relação à tributação do IVA no destino, segundo Kandir, o assunto será discutido tecnicamente. O deputado lembrou, no entanto, que há uma predisposição de alguns Estados a não aceitar essa desconstitucionalização. "Vamos ver qual a proposta objetiva do governo e examinar se essa idéia é viável ou não", afirmou Kandir, que deverá embarcar de São Paulo para Brasília dentro de instantes.


